Etanol acumula altas nas últimas semanas, mostra Cepea

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Fonte: Globo Rural

Os preços do etanol anidro e hidratado pagos às usinas acumulam altas nas últimas semanas no Estado de São Paulo, movimento acentuado pelo aumento dos impostos sobre os combustíveis. É o que apontam os indicadores semanais do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
No caso do anidro, a valorização acumulada é de 6,96% nas últimas cinco semanas do indicador baseado no mercado paulista. De 3 a 7 de julho, a média paga às usinas foi de R$ 1,4203 o litro, sem contar a incidência de impostos. Entre 31 de julho e 4 de agosto, a média foi de R$ 1,5192.
O mercado do etanol anidro que é misturado à gasolina viveu uma reversão de cenário, especialmente depois do governo anunciar a elevação da cobrança de Pis/Cofins sobre os combustíveis. Até então, o indicador vinha de três semanas de baixa. Mas na semana de 24 a 28 de julho, aumentou mais de 7%, chegando a uma média de R$ 1,5133.
No caso do etanol hidratado, o preço médio pago às usinas aumentou 9,45% na referência do Cepea medida nas últimas cinco semanas. Entre os dias 3 e 7 de julho, a cotação foi de R$ 1,2686. Já na semana entre 31 de julho e 4 de agosto, os pesquisadores registraram valor médio de 1,3885 o litro.
O mercado do combustível que abastece diretamente os veículos flex já registrada elevação semanas antes do anúncio do aumento de Pis/Cofins. No entanto, a decisão do governo acentuou a alta no valor médio recebido pelas usinas. Entre 24 e 28 de julho, a valorização semanal foi de 4,7%, com a cotação a R$ 1,3632 o litro.
Com os preços mostrando mais firmeza, a indústria mostrou uma disposição maior de negociar o produto no mercado disponível, dizem os pesquisadores do Cepea. Em nota divulgada nesta semana, eles acrescentam que a demanda pelo combustível está mais aquecida no Centro-Sul do país.
“Usinas que não estavam negociando optaram por participar da comercialização no spot, já que os preços estão mais firmes e a demanda está aquecida nos principais estados do Centro-Sul, em função da reposição de estoques – há algumas semanas, distribuidoras vinham comprando volumes pontuais”, diz a nota.
A instituição pontua ainda que algumas unidades, por estarem mais capitalizadas, ainda conseguem segurar as vendas e manter estoques, à espera de preços melhores.

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