Parente: pico do consumo de óleo no mundo será entre 2030 e 2040

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Fonte: IstoÉ

Em algum momento entre 2030 e 2040, será registrado o pico do consumo de óleo no mundo e, depois disso, a tendência é de queda, relatou o presidente da Petrobras, Pedro Parente, no encerramento nesta terça-feira, 27, do Ethanol Summit, que acontece desde ontem em São Paulo. Segundo ele, todos os cenários apontam para o aumento da participação do etanol em 2040.
Mesmo utilizando metas realistas, nos cenários em que a Petrobras trabalha, a expectativa é de um crescimento muito grande da previsão de consumo de biocombustíveis na matriz energética do Brasil, disse Parente.
“Quando falamos de Ciclo otto, o que se nota é a possibilidade de aumento da participação de etanol de 40% a 60% em 2040. Portanto, as condições para o crescimento do setor estão dadas”, afirmou.
Ainda segundo Parente, os programas RenovaBio e Combustível Brasil são compatibilizáveis. “É assim que vemos”, disse. Para o executivo, é fundamental a coordenação que o Ministério de Minas e Energia está fazendo os dois programas, assim como interlocução entre agentes e o governo.
Parente também relatou que o setor privado necessita de metas realistas como direcionadoras. “Porque esse setor já foi muito machucado com promessas passadas que não foram cumpridas”, afirmou.
Em sua apresentação, Parente disse ser próximo à indústria sucroalcooleira. “Fiz parte do conselho da Unica (União da Indústria da Cana-de-Açúcar)”, relatou. “Não mudou a relevância do etanol como um biocombustível renovável com alto impacto positivo.”
Parente também lembrou que a Petrobras decidiu se concentrar nos segmento de óleo e gás nos próximos cinco anos, até em função da meta de redução da alavancagem, porém a petroleira manteve as pesquisas sobre biocombustíveis. “Saímos de operações que não sejam de óleo e gás, mas não encerramos o trabalho de desenvolvimento tecnológico”, disse. “Buscaremos retomar atuação em renováveis no longo prazo.”
O executivo também comentou em sua apresentação que a Petrobras investiu R$ 52 bilhões em 2016, a despeito da crise econômica.

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