Fonte: DCI
A Petrobras prevê que a demanda mundial por petróleo terá um crescimento marginal ou zero no período entre 2014 e 2040, afirmou o presidente da estatal, Pedro Parente, em palestra ontem na Fundação Getulio Vargas (FGV).
Esse cenário de perda de espaço do petróleo na matriz energética mundial é um dos desafios estratégicos da estatal, na visão do executivo.
“Todas as projeções levam ao declínio da participação do petróleo no consumo de energia no longo prazo, embora até 2035 continue a haver crescimento”, disse.
A Petrobras trabalha com três diferentes cenários para o aumento da demanda energética no País até 2040. O mais otimista é batizado de Correnteza e prevê uma taxa de crescimento de 1,0% na demanda por petróleo. No cenário Cardume, essa previsão é de alta de 0,7% e no Coral, o mais negativo, é de crescimento zero da demanda pela commodity nesses anos.
Ele destacou que a mudança na matriz energética deve levar a um pico de demanda por petróleo entre 2030 e 2040. Depois disso deve haver um declínio, elevando o risco de haver ativos encalhados.
O executivo destacou também que a produção do pré-sal ultrapassou pela primeira vez a do pós-sal em junho. Na segunda-feira (31), a Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou que a produção de óleo no pré-sal em junho atingiu 1,353 milhão de barris por dia (bpd), enquanto no pós-sal foi de 1,322 milhão de bpd.
Parente frisou que, não fosse por questões regulatórias, o desenvolvimento da camada pré-sal poderia ter tido uma velocidade maior. Ele destacou as mudanças implementadas pela nova direção da ANP, como as referentes à política de conteúdo local que, segundo ele, não era racional e tinha que ser aperfeiçoada.

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