Processos decisórios na Petrobras hoje são completamente diferentes, diz Parente

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Fonte: Globo.com

por Chico Prado
09/08/2017 17:54 / Atualizado 09/08/2017 18:49
Pedro Parente, presidente da Petrobras – Edilson Dantas/Agência O Globo
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SÃO PAULO – O presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse na tarde desta quarta-feira que a Petrobras “é uma companhia completamente diferente no que diz respeito ao processo decisório”, ao responder sobre a atuação de Aldemir Bendine, ex-presidente da empresa, preso na semana passada, na 42ª fase da Operação Lava Jato, a primeira realizada com base exclusivamente em delações da Odebrecht.
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Segundo Parente, hoje não basta a decisão do presidente para que alguma medida seja adotada e qualquer decisão deve passar por, pelo menos, cinco comitês internos, com assinaturas duplas e uma série de outros procedimentos, como a verificação da integridade de executivos e também de fornecedores.
— Então, existe todo um conjunto de medidas já em vigor dentro da empresa. Gostaria de lembrar também que uma coisa importantíssima que foi feita na Petrobras é o fato de que, antes, a empresa era organizada em várias empresas, não havia segregação de funções e uma decisão que era tomada em uma diretoria, transitava totalmente, do início até o fim, dentro daquela mesma diretoria. Essa é uma grande diferença: diretorias centralizadas e uma série de controles em funcionamento. Portanto, uma empresa completamente diferente o que, certamente, tornaria muito mais difícil qualquer atitude como essa (casos de corrupção) — argumentou o presidente da Petrobras.
A declaração de Parente foi dada em evento na B3 (antiga BM&F Bovespa), que formalizou a certificação da Petrobras e do Banco do Brasil no Programa Destaque em Governança de Estatais, destinado a empresas abertas ou em processo de abertura de capital e com o objetivo de ampliar a relação de confiança entre investidores e as companhias participantes.
O presidente do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, evitou entrar “em caso isolado”, ao falar sobre Bendine, que também presidiu o banco, mas garantiu que para qualquer tipo de demanda que o banco tenha, a resposta às autoridades é sempre imediata. Além disso, ele ressaltou os mecanismos internos adotados pela instituição para impedir desvios de conduta.
— Nós temos nossa auditoria interna e uma área, inclusive de segurança do banco, que faz as nossas investigações. No tocante às decisões de colegiado, a blindagem da empresa, acho que a gente já abordou bastante esse tema, para mostrar que, a exemplo da Petrobras, a gente tem todo um processo de colegiado, de camadas de decisão, que protegem bastante a nossa empresa — reforçou Caffarelli.
Ao responder sobre o impacto internacional da adesão de Petrobras e Banco do Brasil ao Programa Destaque em Governança de Estatais da B3, o presidente do conselho de administração da Petrobras, Nelson Carvalho, destacou que, no exterior, principalmente nos países de economia mais desenvolvida, a notícia é relevante porque a experiência com governança corporativa é “mais robusta”.
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— Essa mensagem de que nós aderimos a regras repercute de uma maneira intensa em mercados mais acostumados com esses princípios. A minha crença pessoal é de que isso vai ser muito bem recebido lá fora — previu.
Segundo Pedro Parente, ao conceder um selo dessa importância, a B3 oferece “respaldo importantíssimo no país e fora do país.”
— Eu vejo para a Petrobras, embora aqui internamente se acompanhe tudo que está sendo feito, lá fora, o acompanhamento não é tão detalhado e nem tão cotidiano. Eu não tenho a menor dúvida de que este selo tem uma importância muito grande — completou.
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