Vendas nas lojas de conveniência crescem, na contramão do varejo no País

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10/08/2017
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Fonte: Estadão

Ao contrário do que aconteceu com o varejo no País, as vendas nas lojas de conveniência cresceram em 2016, mostram dados de uma pesquisa do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) divulgada com exclusividade para o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. Enquanto as vendas no varejo recuaram 6,2% em 2016, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as das lojas de conveniência registraram expansão na mesma magnitude desse declínio, de 6,2%, atingindo faturamento de R$ 7,2 bilhões.
Além disso, o tíquete médio das lojas de conveniência avançou 7,3%, para R$ 11,91. O número de transações no canal também cresceu, com aumento de 3,3%. Já a venda média por loja no canal registrou ganho de 5,3%, em faturamento.
De acordo com o Sindicom, as empresas de distribuição de combustíveis têm buscado fidelizar os consumidores por meio de programas de relacionamento e promoções instantâneas. A classe média e a alta representam 97% do faturamento das lojas de conveniência. O levantamento também revelou que as lojas de conveniência elevam em torno de 20% as vendas de combustíveis nos postos.
Para Ricardo Spinelli, diretor presidente da Associação Brasileira das Empresas de Equipamentos e de Serviços para o Mercado de Combustível e de Conveniência (Abieps), o setor de lojas de conveniência tende a crescer, considerando que atualmente o País conta com mais de 40 mil postos de combustíveis, ao passo que o número de lojas de conveniência é apenas cerca de 7 mil. O assunto será um dos temas de discussão da Expopostos & Conveniência, que acontecerá em São Paulo neste mês.
Etanol tem ligeira vantagem sobre gasolina após a alta dos impostos e já registra incremento na demanda
Fonte: Notícias Agrícolas
O etanol teve uma ligeira vantagem após a alta dos impostos sobre os combustíveis. Tarcilo Rodrigues, diretor da Bioagência, destaca que o aumento da alíquota do PIS/Confis para a gasolina era uma antiga reinvidicação do setor sucroenergético e que a competitividade teve uma melhora, embora “nada excepcional”, já que houve também aumento nas alíquotas do etanol.
Nos próximos dias, o setor irá medir esse impacto, mas desde já acreditam que houve uma maior procura do etanol em detrimento da gasolina. No curto prazo, este cenário não muda o mix de produção (açúcar X etanol) , já que a safra foi negociada, com contratos previamente ajustados para o açúcar. Entretanto, cria-se um novo horizonte para o próximo ano.
Rodrigues salienta que não é possível avaliar pontualmente a relação do etanol com o açúcar, já que o biocombustível depende de outras variáveis, como o preço mundial do petróleo e da gasolina. Esses fatores, que ainda estão por vir, irão determinar a paridade real. Contudo, o diretor diz que, se tivesse que apostar, a situação atual se manteria para o próximo ano, com os dois mercados crescendo proporcionalmente.
Hoje, os valores que são pagos tanto pelo etanol quanto pelo açúcar não remuneram, já que o estoque da dívida do setor ainda é muito elevado. O investimento, como visualiza Rodrigues, será fundamental para alcançar as metas que o próprio governo propôs.

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