

O presidente do Sindicombustíveis Bahia, Walter Tannus Freitas, criticou a política de preços da Petrobras após anúncio de novo aumento do diesel e da gasolina nas refinarias, a partir desta quarta-feira (27). Em nota, o sindicalista destacou que esse é o segundo aumento em um ano que está apenas começando.
“Essa política de preço, praticada desde o ano de 2016, vem impondo ao mercado um desequilíbrio econômico e perdas financeiras insustentáveis, além de um custo elevado no orçamento doméstico das famílias brasileiras”, criticou.
Em nota à imprensa, o sindicalista se queixou da alta carga tributária, que impacta em cerca de 50% o preço dos combustíveis, incluindo impostos federais e estaduais, aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis, estrutura dos postos e mão de obra.
“Não é sensato essa prática de preços internacionais. Está na hora de a Petrobras olhar para o passado e lembrar que a ‘grande petrolífera’ que ela se tornou foi à custa do sacrifício de muitos brasileiros. É preciso uma reparação econômica ao sacrifício dessas pessoas, estabelecendo uma política de preço dos derivados de petróleo condizente com a situação atual do país”, acrescentou.
O reajuste no preço da gasolina e do diesel foi anunciado nesta quarta-feira (27), após aumento de 7,6% em 18 de janeiro. Desta vez, o preço médio do combustível nas refinarias passa a ser de 5,05% para a gasolina e 4,4% para o diesel.
O cálculo do preço dos combustíveis tem como referência os preços de paridade de importação e acompanham as variações do valor do produto no mercado internacional, bem com a variação da taxa de câmbio.