EPBR
Os riscos de desabastecimento de diesel, no segundo semestre, não são iguais para todas as regiões do país. A consultoria Leggio não acredita numa escassez generalizada do produto no mercado brasileiro, mas destaca que os estoques nacionais estão em queda e que em alguns estados, onde as cadeias de suprimento são mais vulneráveis, pode, sim, faltar combustível nos próximos meses.
A agência epbr conversou com o sócio da Leggio Consultoria, Marcus D´Elia, para entender em que estados a situação da segurança do abastecimento é mais arriscada, caso as importações de diesel sejam afetadas, no segundo semestre, pelo cenário de desequilíbrio entre a oferta e a demanda do produto no mercado global.
Em resumo, o consultor explica que o risco de faltar derivado é maior nas regiões mais dependentes de uma refinaria e/ou porto e onde há forte déficit no balanço da oferta e demanda.
Na avaliação de D’Elia, existem três eixos mais vulneráveis aos riscos de desabastecimento:
• Maranhão, Piauí e Tocantins: Esses três estados são muito dependentes da chegada de produtos pelo Porto de Itaqui (MA) e pelo escoamento das cargas pela ferrovia Norte-Sul;
• Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul: A Refinaria Presidente Vargas (Repar), em Araucária (PR), não é suficiente para abastecer a região toda e é dependente das importações via Paranaguá (PR);
• Região Norte/Mato Grosso: Possui apenas uma refinaria, a Isaac Sabbá (Reman), que é insuficiente para suprir o estado do Amazonas. O suprimento da região depende das importações e cabotagem, via portos.