
Agência epbr
As margens das refinarias da Bacia do Atlântico, onde está inserido o mercado brasileiro, voltaram a subir nas últimas semanas, aponta a S&P Global Commodity Insights. Com isso, o descolamento entre os preços do diesel e do petróleo se acentuou, reforçando a pressão sobre o derivado, às vésperas do 2º turno das eleições presidenciais no Brasil.
— A alta das margens é atribuída a problemas na oferta, como a greve de refinarias na França e a redução dos estoques dos EUA. Pelo lado da demanda, pesa a proximidade do inverno no Hemisfério Norte.
— Na costa atlântica dos EUA, de onde vem a maior parte dos derivados importados pelo Brasil, o crack spread (margem do refino, medida pela diferença entre o preço do derivado e o do petróleo bruto) subiu na semana passada 14%, ante a semana anterior, para US$ 30,69 o barril. Ainda assim, abaixo dos US$ 60 registrados em maio.
— O crack spread do diesel ULSD (com teor de enxofre ultrabaixo) atingiu US$ 96,35 o barril semana passada, enquanto o crack do querosene de aviação bateu US$ 90/barril, e o da gasolina, US$ 20,55. “E espera-se que o aperto no mercado de diesel continue, à medida que o clima fica mais frio no Hemisfério Norte”, cita a S&P.
— No noroeste da Europa, o crack spread das refinarias subiu 16,9% em uma semana, para US$ 23,11 o barril. No entanto, os ganhos são limitados pela alta dos preços do gás natural — que aumentam as despesas operacionais das refinarias.
— A hEDGEpoint Global Markets complementa que as refinarias dos EUA têm tentado maximizar a produção de diesel em detrimento da gasolina, para fazer frente ao aquecimento da demanda europeia.
“A oferta americana de diesel atingiu o nível mais alto nos últimos cinco anos para esta época do ano. No entanto, as exportações estão elevadas, e os estoques caíram para níveis perigosamente baixos. O preço do diesel nos EUA e na Europa disparou, e o inverno ainda nem começou”, observa o analista de Energia e Macroeconomia, Heitor Paiva.
Defasagem do diesel era de 11% na quarta (19/10) Segundo a Abicom, que reúne importadores, seria necessário a Petrobras aumentar em 70 centavos por litro para manter a paridade com o mercado internacional. Já o déficit da gasolina era de 18 centavos (5%).
— A Petrobras está há quase 50 dias sem mexer nos preços da gasolina. E há um mês sem atualizar o valor do diesel. A estatal mantém os mesmos valores em suas refinarias desde 2 de setembro na gasolina e desde 20 de setembro no diesel.
Petróleo abre o dia em alta de 1,39%, a US$ 93,69 Ontem, o Brent subiu 2,64%, a US$ 92,41 por barril, mesmo após os EUA anunciarem a liberação de 15 milhões de barris de sua reserva estratégica para tentar conter a alta dos preços da commodity. Valor
Pirataria na Amazônia dá prejuízo anual de R$ 100 milhões No 1o semestre, houve o roubo de mais de 3,1 milhões de litros de gasolina e diesel de comboios fluviais que transportam combustíveis no norte do Brasil, segundo o Instituto Combustível Legal (ICL).
— Segundo dados do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial do Amazonas (Sindarma), o lugar mais perigoso é a região do Baixo Amazonas, entre Itacoatiara e Parintins, até a cidade paraense de Juruti.
Aliseo instala base de carregamento de flexíveis no Porto do Açu A empresa investirá R$ 500 milhões no projeto, com operação prevista para maio de 2023. A base vai ocupar 160 mil m2 do porto, localizado em São João da Barra, no Norte Fluminense.
— A Aliseo é oriunda do Consórcio 3T Flexíveis, formado em 2021 por Transdata, empresa de engenharia e movimentação de cargas, e Splenda Offshore, especializada em logística titular da concessão do Terminal Portuário de Angra dos Reis (TPAR).
Petrobras volta a habilitar empresas envolvidas na Lava Jato A holandesa SBM e as brasileiras Camargo Corrêa e Nova Participações, ex- Engevix, estão entre as companhias habilitadas na base de fornecedores da petroleira. Valor
Leilão específico para renováveis O governo deve lançar nas próximas semanas as bases de um novo certame para filtrar o enorme estoque de projetos de fontes renováveis, formado após a promulgação da lei 14.120/21, que limitou os descontos nas tarifas de uso dos sistemas de transmissão (Tust) e distribuição (Tusd).
— A licitação deverá ocorrer em 2023 e prevê colocar geradores para competir pela conexão de suas usinas ao sistema de transmissão. A ideia é contratar os projetos que efetivamente serão construídos, entre os quase 200 GW de potência que aguardam outorga.