Valor Econômico
Segundo o ministro, o país está vendo “arroubos internacionais muito graves” e, se o cenário continuar como está, vai “precisar da energia nuclear para a defesa nacional e da soberania”
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse, nesta sexta-feira (5), que é preciso continuar a fechar o cerco contra agentes do mercado de combustíveis que atuam de forma ilegal, capitaneados pelo crime organizado. Ele afirmou também que, com a criação de um novo órgão, o Operador Nacional do Sistema de Combustíveis, haverá maior proteção aos consumidores.
O órgão atuaria como uma espécie de “ONS dos combustíveis”, com atribuições semelhantes às do Operador do Sistema Elétrico brasileiro.
Em cerimônia de posse dos diretores da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), Silveira ressaltou que a expectativa é que a ANP vá além dos aspectos técnicos e destacou que o MME apoia a operação Carbono Oculto, com ações coordenadas por entidades federais e estaduais.
Para o ministro, a agência tem que ser capaz de “focar nos benefícios para a vida das pessoas”. “Tenho convicção de que os diretores da ANP serão capazes de enfrentar os desafios da atualidade”, disse Silveira.
O ministro disse ainda aos novos diretores que exerçam os respectivos mandatos com autonomia e independência. Silveira destacou ainda que um dos desafios da ANP é estabelecer a regulamentação das atividades de escoamento e transporte de gás, permitindo acesso a gasodutos e remuneração justa.
Na cerimônia, Silveira cobrou das distribuidoras de gás de cozinha que o programa Gás do Povo seja implementado dentro do prazo previsto pela legislação.
Sobre a ANSN, destacou os primeiros passos da instituição, que sucederá a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) na regulamentação e fiscalização das atividades nucleares do país. “Não podemos prescindir da energia nuclear na transição energética brasileira”, disse.
O ministro disse que o país está vendo “arroubos internacionais muito graves”, sem mencionar exatamente quais seriam esses arroubos.
Afirmou também que, “se o mundo continuar como está”, em alusão ao cenário geopolítico conturbado, “vamos precisar da energia nuclear para a defesa nacional e da soberania.”