A TARDE

Jerônimo fez pronuciamento nas redes sociais. – Foto: GOVBA
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) fez um pronunciamento em suas redes sociais nesta quarta-feira, 22, celebrando o resultado da Operação Primus, deflagrada pela Polícia Civil na semana passada, que desarticulou um grupo criminoso responsável por estruturar e expandir uma rede empresarial voltada à adulteração e comercialização irregular de combustíveis na Bahia.
O esquema bilionário de adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro envolvia mais de 200 postos em três estados. Foram nove prisões, mais de 170 policiais envolvidos e R$ 6,5 bilhões bloqueados, naquela que já é considerada como uma das maiores operações policiais da história da Bahia.
Em seu discurso, Jerônimo comparou a operação com a Carbono Oculto, que desmantelou um esquema parecido com ramificações na Faria Lima, maior centro financeiro do Brasil, em São Paulo. O governador também garantiu que novas ofensivas contra o crime organizado serão feitas no estado.
“Aqui na Bahia vamos fazer mais operações como essa. Segurança não é só combater o crime nas ruas, é também investimento em inteligência, tecnologia e investigação para desmontarmos o centro financeiro do crime organizado. É isso que vamos fazer cada vez mais, todos juntos pela segurança pública. Estamos ao lado das famílias baianas”, afirmou o governador.https://www.instagram.com/reel/DQINdDxEcPR/embed/captioned/?cr=1&v=14&wp=810&rd=https%3A%2F%2Fatarde.com.br&rp=%2Fpolitica%2Fjeronimo-celebra-acao-que-desmontou-esquema-em-postos-de-combustiveis-1365539#%7B%22ci%22%3A0%2C%22os%22%3A5790.399999976158%2C%22ls%22%3A4688.399999976158%2C%22le%22%3A5735.5%7D
PCC x Shell
Um dos presos na Operação Primus foi Jailson Couto Ribeiro, conhecido como Jailson Jau. Sua prisão revelou que postos de combustíveis ligados ao PCC atuavam sob a bandeira da Shell, empresa integrante da ONG Instituto Combustível Legal (ICL).
Jau é considerado um dos maiores revendedores da Shell na América Latina, com cerca de 200 postos da marca, que no Brasil operam sob controle da Raízen, do empresário Rubens Ometto.
Segundo a Polícia Civil, a rede administrada por Jau integrava um esquema de adulteração e comercialização irregular de combustíveis, sendo utilizada também para ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, com conexões à maior facção criminosa do país.
Além de Jailson, outros cinco mandados de prisão foram cumpridos, três na Bahia, um em São Paulo e um no Rio de Janeiro.