Até 2029, Petrobras não pode, por contrato, concorrer com a Vibra (ex-BR Distribuidora); ministro menciona possibilidade de novo entrante, mas diz que discussões são preliminares
Estadão Online
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, reconheceu nesta quinta-feira, 12, a possibilidade de retorno da atuação estatal no setor de distribuição de combustíveis. Embora as discussões sejam preliminares, ele defendeu que o aumento da competição neste segmento é positivo e as alternativas ao modelo antigo podem ser avaliadas.
O governo Lula tem criticado o governo de Jair Bolsonaro pela privatização da BR Distribuidora, antiga subsidiária da Petrobras, que atuava na distribuição de combustível. Após a privatização, a empresa foi renomeada como Vibra Energia. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, classificou como ‘crime de lesa-Pátria’ ao falar sobre o tema.
Até 2029 a Petrobras não pode, por contrato, concorrer com a Vibra (ex-BR Distribuidora). Embora ocorram críticas à privatização, o governo tem reiterado o respeito à cláusula contratual.
Rui Costa mencionou ainda a possibilidade de novo entrante, além da Petrobras. ‘Podemos pensar em outros modelos, mas isso tudo ainda será discutido. Nada que possa ser anunciado ou esteja público até agora. Mas é evidente que é preciso e eu vou insistir nisso: a Petrobras nunca teve na distribuição, ao varejo, o domínio absoluto’, avaliou, ao defender aumento da competitividade.