Em um ambiente global mais volátil, capacidade operacional e gestão de risco passaram a ser fatores decisivos para garantir abastecimento e competitividade no setor
VALOR ECONÔMICO
Por Vibra
O mercado global de energia atravessa um período de maior pressão. Tensões geopolíticas, oscilações cambiais, restrições de oferta e aumento dos custos logísticos passaram a impactar de forma mais intensa a dinâmica do setor de combustíveis, especialmente em países parcialmente dependentes de importações, como o Brasil.
Nesse contexto, capacidade logística, acesso a suprimento e escala operacional ganharam relevância estratégica. Mais do que distribuir combustíveis, empresas do setor passaram a desempenhar um papel importante na sustentação da regularidade do abastecimento em diferentes regiões do país.
Maior distribuidora de combustíveis do Brasil, a Vibra opera uma estrutura com 200 bases operacionais e capacidade estática de armazenamento de 1,6 bilhão de litros. Sua rede reúne cerca de 7,5 mil postos de combustíveis, com presença em mais de 2,3 mil municípios brasileiros, e atende mais de 30 milhões de consumidores por mês.
“Garantir abastecimento em um país com as dimensões do Brasil exige capacidade de antecipação, estrutura logística robusta e gestão eficiente de risco. Em momentos de maior pressão, essa operação se torna ainda mais relevante para assegurar previsibilidade ao mercado”, afirma Ernesto Pousada, presidente da Vibra.
Parte relevante do diesel consumido no país depende do mercado externo, o que torna o abastecimento diretamente exposto a fatores como petróleo, câmbio, fretes marítimos, seguros e disponibilidade global de produto. Quando adquirido de refinarias nacionais, parte do combustível chega às bases por meio de dutos. Já no diesel importado, a logística é mais longa: o produto desembarca em portos brasileiros, passa por terminais de armazenagem e segue majoritariamente por caminhões para diferentes regiões do país.
Essa operação envolve planejamento contínuo de demanda, contratação de navios, gestão de estoques, negociação internacional e redistribuição rápida de produto entre regiões para evitar riscos de desabastecimento. Em um país de dimensões continentais, eficiência logística se tornou um diferencial competitivo relevante para o setor.
O cenário recente refletiu um ambiente de possível escassez de produtos no mercado internacional, especialmente no diesel. Para responder a esse contexto, a Vibra ampliou importações e reforçou sua estratégia de suprimento.
“Estamos presentes em cerca de 7,5 mil postos em todo o país e, mesmo diante de um cenário desafiador e de adversidades no mercado internacional, conseguimos garantir o abastecimento e dar segurança aos nossos clientes”, afirma Ernesto Pousada.
Hoje, cerca de 55% do preço final do combustível está ligado ao custo do produto, incluindo produção, refino e importação. Impostos estaduais e federais representam aproximadamente 17%. A mistura obrigatória de biocombustíveis corresponde a cerca de 13%. A revenda responde por algo próximo de 10%. No Brasil, o preço na bomba é livre e definido pelos postos de combustíveis. Já a distribuição representa, em média, cerca de 5% do total.
Mesmo com participação reduzida no preço final, a distribuição sustenta uma operação essencial para abastecer postos, aeroportos, transportadoras, indústrias, hospitais e produtores rurais. Hoje, 80 das 100 maiores empresas do Brasil são atendidas pela Vibra.
Nos últimos anos, a companhia ampliou sua capacidade operacional e fortaleceu sua estratégia logística e de gestão de risco, acompanhando a crescente complexidade do setor energético e das cadeias globais de suprimento. Com a marca BR Aviation, líder no abastecimento aeronáutico no país, a Vibra fornece combustível para seis em cada dez aeronaves no Brasil, atuando em mais de 90 aeroportos.