EIXOS
MP 1381, publicada nesta sexta, destina R$ 3,473 bilhões para subsídios da gasolina e do diesel
O governo publicou, no Diário Oficial da União desta sexta-feira (31/7), a medida provisória 1381, que destina R$ 3,473 bilhões para os subsídios da gasolina e do diesel. Trata-se da 9ª MP publicada pelo governo desde o início da guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã.
A MP 1381 destina R$ 1,243 bilhão para a subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina, estabelecida pela MP 1358, e R$ 2,23 bilhões para o subsídio de R$ 1,12 por litro do diesel, estabelecido pela MP 1363.
Ao todo, o governo já destinou R$ 17,683 bilhões para os subsídios dos combustíveis. Iniciadas em março, as subvenções foram estabelecidas para amortecer os impactos da alta global nos preços dos combustíveis devido ao conflito.
No início de julho, o Ministério da Fazenda sinalizou que poderia encerrar o subsídio da gasolina, após o anúncio de um acordo preliminar de paz entre EUA e Irã, em junho, que reduziu temporariamente o preço do petróleo.
No entanto, a retomada das tensões mudou o cenário e a escalada do conflito voltou a pressionar o mercado internacional de petróleo, com o preço do barril voltando a ultrapassar os US$ 100 na semana passada. Com isso, algumas medidas foram prorrogadas.
Confira quais foram as medidas provisórias publicadas e quais delas ainda estão em vigor.
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O governo publicou ainda decretos válidos até 31 de julho, que zeram as alíquotas de PIS/Cofins para o biodiesel importado e comercializado e para o combustível de aviação (QAV), além de dobrarem o auxílio para o GLP para R$ 660 milhões.
No retorno dos trabalhos legislativos em agosto, será discutido na Câmara o PLP 114/2026, que abre espaço orçamentário para as subvenções através da utilização do excedente de arrecadação do petróleo. A relatora é a deputada Marussa Boldrin (Republicanos/GO).
De acordo com o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), o Brasil distribuiu R$ 36,5 bilhões em royalties no primeiro semestre de 2026, valor 35% acima do esperado no início do ano, devido à elevação do preço médio do barril do Brent para US$ 92,56 e ao Imposto de Exportação sobre o petróleo.