Empresa ligada à Refit disputa base de combustíveis no Rio com outras quatro distribuidoras

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Folha de S.Paulo

Empresa vinculadas à Refit (ou Grupo Fit, como também é chamada) e disputa com outras quatro distribuidoras, algumas que detinham partcipação na base da Direcional Distribuidoras, base de combustíveis em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) afirma ter recebido reclamações sobre o tema, que está em análise no órgão regulador.

A World Comércio Atacadista de Combustíveis, ligada à Refit, do empresário Ricardo Magro, tentou assumir 100% das operações da base pouco antes de ter a inscrição suspensa pela Secretaria da Fazenda do Rio. Até então, era a última empresa do grupo em atividade e a área serviria para garantir o abastecimento da rede de postos Gulf, bandeira norte-americana licenciada a Magro no Brasil.

Mas Sada Com Combustíveis, SP Combustíveis, Distribuidora de Combustíveis Torrão e Atlântica Produtos de Petróleo contestam o pedido e dizem ter direito, em conjunto, a 20% da base. Elas afirmam que não foram citadas na autorização de operação emitida pela própria ANP e não houve consulta sobre a tentativa de tomada integral da unidade.

Em documento protocolado na ANP, a matrícula da base tem 65% da Direcional e 5% distribuídos a outras sete distribuidoras, entre elas, as quatro que fizeram objeção à agência.

Apesar das informações de mercado recebidas pela coluna e confirmada por pessoas ligadas à ANP, Torrão e Sada afirmam que jamais tiveram qualquer ligação com a Direcional, que também tem inscrição suspensa pela Fazenda. Em nota, a Sada diz que hamais teve “qualquer vínculo societário, de controle, gestão ou administração [com a Direcional]” ou que fez parte da base. A SP Combustíveuis afirma que também não tem ligação com a Direcional e é apenas coproprietária de 5% do imóvel, sem nunca ter operacionalizada a base.

Procurado por e-mail na tarde desta quarta-feira (12), a Refit não se pronunciou.

Antiga refinaria de Manguinhos, a empresa teve a inscrição estadual cassada pelo governo fluminense em maio deste ano e a autorização de funcionamento revogada pela ANP no início deste mês, após o cancelamento do CNPJ da empresa.

A companhia está em recuperação judicial e é alvo de investigações da Polícia Federal e da Receita Federal por suspeita de sonegação fiscal. O Ministério Público do Rio defende a conversão da recuperação judicial em falência. As dívidas do grupo com o fisco fluminense somavam R$ 21,4 bilhões em abril.

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