EIXOS
A Petrobras informou nesta sexta (14/8) ter identificado a presença de hidrocarbonetos no poço exploratório em perfuração no bloco FZA-M-59, em águas profundas da bacia da Foz do Amazonas.
O poço Morpho (1-BRSA-1405-APS) está localizado a cerca de 175 km da costa do estado do Amapá, em lâmina d’água de 2.886 metros. É o primeiro poço da campanha exploratória iniciada em outubro de 2025.
A companhia não informou a característica do fluído encontrado, se petróleo ou gás natural; tampouco fez comentários sobre a qualidade do reservatório. A perfuração não foi encerrada. Segundo a companhia, as operações permanecem em curso para dar continuidade à avaliação exploratória.
“O intervalo portador de hidrocarbonetos foi constatado através de perfis elétricos e indicativos em rocha”.
As informações sobre o indícios ainda não estão disponível na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
“Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma hoje. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em nota.
A estatal é operadora do bloco e detém 100% de participação na área. O FZA-M-59 foi adquirido na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2013, sob o regime de concessão.
A companhia associa a atuação no bloco à estratégia de recomposição de reservas por meio da exploração em áreas de fronteira, com o argumento de atendimento à demanda nacional de energia durante a transição energética.
A licença de operação para a perfuração do Morpho foi emitida pelo Ibama em outubro de 2025, depois de uma disputa no licenciamento iniciado em maio de 2023, quando o instituto negou o primeiro pedido da estatal.
A atividade foi interrompida em 4 de janeiro deste ano, após o vazamento de 18.440 litros de fluido de perfuração da sonda ODN-II. O episódio resultou em multa de R$ 2,5 milhões aplicada pelo Ibama e em autuação da ANP, que identificou falha crítica no teste das bombas de combate a incêndio da unidade. A agência liberou a retomada da perfuração em fevereiro.