O Globo – Lauro Jardim
Um relatório do Bradesco BBI enviado a investidores destacou o Rio de Janeiro, sob a gestão do governador interino Ricardo Couto como “um importante estudo de caso sobre a formalização do mercado de combustíveis”, com a “reformulação da Secretaria de Fazenda, que agora atua ativamente contra empresas envolvidas em sonegação fiscal e concorrência desleal”.
O texto, assinado por Fernando Falanga, Gustavo Sadka e Leandro Neto, informa que “as medidas já se traduzem em uma forte melhora na arrecadação de impostos sobre combustíveis, que cresceu mais de 40% em termos anuais no primeiro semestre de 2026 e 77% no segundo trimestre de 2026”:
“Em conjunto, essas iniciativas devem afastar ainda mais do mercado de combustíveis os concorrentes informais que operam com vantagens indevidas, criando oportunidades para que distribuidoras regulares e redes de varejo profissionais conquistem tanto volumes quanto pontos de venda físicos, ao mesmo tempo em que reforçam a arrecadação de impostos do Rio. Mais da metade dos postos de gasolina no Rio de Janeiro (ou mais de 1.000 unidades) poderá passar para o controle de operadores regulares nos próximos anos, representando um volume potencial de cerca de 7,8 bilhões de litros de gasolina e 3 bilhões de litros de diesel — o que equivale a aproximadamente 1,2% do volume total de vendas desses combustíveis no Brasil.”