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Assim como o Brasil, outros grandes países produtores de petróleo e gás, como Estados Unidos e Noruega, têm sinalizado que a busca por novas reservas voltou ser uma prioridade, em meio à alta global dos preços do barril e aos questionamentos sobre a viabilidade de fontes menos poluentes.
- O novo foco na exploração ocorre num contexto em que grandes produtores globais estão enfrentando dificuldades para manter as exportações devido às guerras entre Rússia e Ucrânia e aos conflitos no Oriente Médio.
Maior produtora da Europa e principal fonte de suprimento de óleo e gás do continente depois das sanções à Rússia, a Noruega corre para encontrar novas reservas e reduzir o declínio da produção até 2050.
- “Precisamos de medidas e elas precisam ser tomadas agora. É necessária uma atuação conjunta do governo, das empresas de petróleo, da indústria de fornecedores e de todo o setor, com esforços paralelos para aumentar a recuperação de campos existentes, desenvolver campos adicionais e viabilizar novas descobertas, sejam de pequeno ou grande porte”, disse o ministro da Energia norueguês, Terje Aasland, durante o Offshore Northern Seas (ONS) 2026, em Stavanger.
- “Nossa capacidade de fornecer petróleo e gás, tanto a curto quanto a longo prazo, é importante para a Noruega, para a Europa e para o mundo”, acrescentou.
- Empresas na região já sinalizaram que vão em busca de novas descobertas no Mar do Norte, revertendo a tendência das últimas décadas do foco em redesenvolvimento de ativos e no aumento do fator de recuperação de áreas já produtoras.
- Para ficar de olho: Equinor, Aker BP e Vår Energi fecham parceria para nova guinada em exploração na Noruega.
O ministro norueguês sinalizou, inclusive, que o Mar de Barents, no Ártico, tende a fazer parte desses esforços, com a abertura de uma nova fronteira de exploração.
- Em mensagem enviada à abertura do ONS na segunda-feira (24), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, lembrou que a redução do uso de combustíveis fósseis e a ampliação da geração renovável serão cruciais para reduzir a vulnerabilidade do bloco a choques externos.
- Mas o ministro norueguês questionou as propostas para moratórias à exploração no bloco europeu: “Quando falamos com a Alemanha e a Polônia, eles querem esse gás natural (do Ártico)”, disse.
As águas geladas do norte também são uma das apostas dos Estados Unidos, maior produtor global. O Alasca é visto pelo governo de Donald Trump como uma das regiões com maior potencial para a área de energia no mundo, com “enormes” reservas de petróleo e gás.
No Brasil, a principal aposta é a Margem Equatorial, cuja exploração é questionada por ambientalistas. Há ainda grande expectativa sobre a Bacia de Pelotas.
- Na visão da diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia dos Anjos, a fronteira na região já está aberta após a descoberta anunciada este mês na Bacia da Foz do Amazonas.