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Os preços do petróleo caem nesta segunda-feira (5), à medida que o aumento das exportações de petróleo bruto do Oriente Médio e a liberação de estoques de petróleo pelos países do Grupo dos Sete (G7) ampliaram a oferta, compensando as preocupações com novos danos à infraestrutura petrolífera do Golfo enquanto a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã se prolonga.
Os contratos futuros do petróleo Brent caíam US$ 1,16, ou 1,13%, para US$ 101,10 por barril às 5h02 (horário de Brasília), enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, estava cotado a US$ 89,57 por barril, em queda de US$ 1,54, ou 1,69%.
O Brent devolveu a maior parte de seus ganhos na semana passada, enquanto o WTI caiu 1,6%, depois que os países do G7 concordaram, na sexta-feira (2), em liberar 100 milhões de barris de diesel e petróleo bruto de suas reservas de emergência e se comprometeram a não impor restrições às exportações de energia após pressão do presidente dos EUA, Donald Trump.
A liberação se somará às exportações de petróleo bruto do Oriente Médio, que ficaram acima dos níveis anteriores à guerra em quatro dos sete dias da última semana de setembro, mostraram hoje dados de embarques, apesar dos ataques contra embarcações que passam pelo Estreito de Ormuz.
Os contratos futuros de gasóleo da ICE subiam mais de 2%, para US$ 1.390,25 por barril nesta segunda-feira.
“A decisão do G7 de recorrer às reservas estratégicas está retirando do preço parte da preocupação imediata com a oferta, enquanto cresce a percepção de que os volumes de exportação da Arábia Saudita estão voltando aos níveis anteriores à guerra, mesmo que esses barris ainda estejam sendo transportados a um custo mais elevado e por rotas menos eficientes”, disse Tim Waterer, analista-chefe da KCM Trade.
“Essa combinação é suficiente para conter os preços por enquanto, embora os riscos de novos danos à infraestrutura de energia em toda a região do Golfo não tenham desaparecido.”
Os houthis disseram ter lançado mísseis balísticos e drones contra instalações da Saudi Aramco em Riad e na região de Khurais, na Arábia Saudita, em resposta a 50 ataques aéreos e com mísseis liderados pela Arábia Saudita no Iêmen nas últimas 12 horas. Não houve confirmação por parte da Arábia Saudita.
Neste domingo (4), o governo do Iêmen, apoiado pela Arábia Saudita e reconhecido internacionalmente, disse que estava lançando uma grande campanha militar para reconquistar todas as áreas do país controladas pelos houthis, apoiados pelo Irã. Enquanto isso, a Aramco reduziu inesperadamente os preços do petróleo bruto para a Ásia em novembro, levando-os às mínimas de seis anos.
Os preços do Brent continuam acima de US$ 100 por barril devido às persistentes tensões geopolíticas e ao aumento dos ataques contra embarcações comerciais no Golfo, disseram analistas do ING em uma nota.
Enquanto isso, a Opep+ adiou uma revisão que determinaria as cotas de produção de petróleo de seus membros para 2027, depois que a guerra com o Irã interrompeu projetos de expansão da capacidade em todo o Oriente Médio, lançando incertezas sobre as estimativas do potencial de produção futura, disseram duas fontes próximas ao assunto.
Na Europa, a Ucrânia intensificará os ataques contra refinarias de petróleo russas, disse o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy à Reuters em uma entrevista publicada no sábado.