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De 2021 ao primeiro semestre de 2026, a Ultrapar acumulou R$ 33,9 bilhões em capital gerado, somando fluxo de caixa operacional e recursos obtidos com desinvestimentos. No período, a companhia reduziu sua dívida líquida em R$ 2,9 bilhões. Com um balanço que abre espaço para novos investimentos, o mercado se pergunta qual será o próximo passo do grupo. O CEO, Rodrigo Pizzinatto, afirma, porém, que a empresa seguirá seletiva. “Não temos necessidade de crescer por crescer. Só queremos crescer se isso trouxer um bom retorno. Se não, pagamos dividendos”, disse em entrevista à Broadcast.
Ao fim do segundo trimestre de 2026, a dívida líquida era de R$ 8,8 bilhões, com alavancagem de 0,9 vez (dívida líquida/Ebitda ajustado dos últimos 12 meses). Segundo o executivo, nesse patamar há poucas oportunidades, do ponto de vista financeiro, para reduzir ainda mais o endividamento. “Se reduzirmos muito mais a alavancagem, o negócio começa a ficar ineficiente do ponto de vista fiscal”, afirmou.
Nesse contexto, a companhia estuda alternativas de alocação de capital. Aquisições não são o único caminho considerado. Em reunião com investidores marcada para esta manhã, a gestão deve voltar a destacar que, antes de qualquer decisão, avalia opções como o crescimento orgânico de seus negócios, oportunidades relacionadas às atividades centrais e formas de retorno aos acionistas, como dividendos ou recompra de ações.
Pizzinatto diz que eventuais aquisições devem seguir três pilares: potencial de crescimento e rentabilidade; capacidade da Ultrapar de criar valor como acionista da empresa-alvo; e uma “oportunidade tangível de entrada”, isto é, um preço que o grupo considere atrativo.
Questionado sobre novas vendas de ativos – movimento frequentemente avaliado por holdings -, o CEO afirmou: “Podemos ter sócios estratégicos que possam contribuir para um dos nossos negócios. Mas isso é um princípio, e não uma obrigação”.
Em julho, a Broadcast apurou que a Ultrapar negociava uma fatia da Ipiranga com o grupo canadense Alimentation Couche-Tard, uma das maiores redes globais de postos de gasolina e lojas de conveniência, com mais de 27 mil pontos no mundo, segundo fontes. O Grupo Ultra não comentou o assunto.