Ultrapar diz que ainda não consegue dimensionar efeitos do combate ao mercado ilegal de combustíveis e de conflitos

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VALOR ECONÔMICO

“todos nós que estamos nesse setor criamos a cultura de estar sempre muito atento à questão da irregularidade, da ilegalidade, do crime organizado, da evasão fiscal”, disse o presidente, Leonardo Linden

Ipiranga, uma das marcas da Ultrapar, ainda não consegue dimensionar exatamente os efeitos de dois fenômenos que mexeram com a cadeia de combustíveis no último ano: o combate ao mercado irregular de combustíveis e os conflitos no Oriente Médio.

“É um ano bem agitado, bem dinâmico no negócio de combustíveis. Eu costumo dizer que ele está impactado por dois grandes fatores, que a gente não consegue ainda dimensionar exatamente o quanto cada um deles impacta no nosso negócio, mas o primeiro deles é a evolução no combate ao comércio irregular”, destacou o presidente da companhia, Leonardo Linden, durante evento da Ultrapar para analistas e investidores que está sendo realizado em São Paulo capital.

“A gente falou tanto sobre isso nesses últimos anos e nós tivemos uma evolução muito importante a partir do segundo semestre de 2025, com um benefício generalizado na cadeia de valor”, afirmou sobre as ações de combate ao mercado ilegal. Ele citou que neste ano, no Estado do Rio de Janeiro, o ICMS arrecadado via combustíveis aumentou 87% por conta dessas iniciativas, quando se soma os ganhos em São Paulo, a alta é de 40%, diz.

“É claro que ainda tem desafios. O bom dessa história é que todos nós que estamos nesse setor criamos a cultura de estar sempre muito atento à questão da irregularidade, da ilegalidade, do crime organizado, da evasão fiscal”, completou.

Já sobre os conflitos internacionais, o executivo avaliou que o grande impacto para a cadeia de combustíveis é a “quebra de cadência”. “É uma cadeia muito eficiente de ponta a ponta, do posto ao produtor. Se essa cadência quebra, se o Estreito de Ormuz passa a ser um problema ou se tem algum problema logístico ou algum desvio de fluxo, ela afeta de fato o negócio de uma forma relevante e aí o mundo tem que achar suas alternativas”, ponderou.

Para ele, o Brasil como país tem buscado alternativas para lidar com este cenário, assim como a Ipiranga como empresa que tem, segundo ele, “priorizado o suprimento, principalmente aos seus clientes, mas também assumindo um papel de supridor estrutural do mercado brasileiro”. Para ele, apesar deste quadro, não houve mudanças na filosofia de trabalho da companhia.

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