EIXOS
O governo prorrogou até 31 de dezembro o imposto de 12% sobre a exportação de petróleo bruto, enquanto o Congresso estendeu por mais 60 dias a validade de três medidas provisórias que sustentam subsídios aos combustíveis. As decisões foram publicadas no Diário Oficial da União de sexta-feira (6/11).
Já é a terceira prorrogação do imposto desde sua criação, em março, quando foi anunciado junto com medidas de subvenção ao diesel.
Subvenções. A MP 1.391, prorrogada pelo Congresso, autoriza a subvenção a produtores e importadores de diesel enquanto houver instabilidade na oferta provocada por conflitos geopolíticos.
O custo das medidas. Em setembro, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, estimou em R$ 7 bilhões mensais o impacto das medidas de apoio aos combustíveis, dos quais R$ 5 bilhões seriam destinados ao diesel.
O contexto. A decisão por prorrogar o pacote de medidas para lidar com a crise internacional ocorre num contexto de redução do preço do barril de petróleo, que voltou a ficar abaixo da casa dos US$ 100 esta semana.
O que vem pela frente. A prorrogação do imposto vale até 31 de dezembro, mas a cobrança segue sujeita à disputa judicial. Já a continuidade dos subsídios depende da aprovação das medidas provisórias.
Reforma tributária. A Abicom pediu ao STF que suspenda, antes de 1º de janeiro, o benefício da reforma que alcança só a Refinaria da Amazônia (Ream), do grupo Atem. Para a entidade, a regra permite à refinaria vender com imposto reduzido combustível que importa, em vez de refinar.
Mais sobre a reforma. A entrada em vigor das novas etapas da reforma tributária, em 1º de janeiro de 2027, é uma “temeridade”, na visão do sócio do DFA Advogados Décio Freire.
Definição. O governo publicou o decreto que estabelece critérios econômicos, socioambientais e climáticos para a definição de minerais críticos e estratégicos.
Prioridade para fertilizantes. A primeira reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (Cimce), no Palácio do Planalto, na quinta-feira (5/11), selecionou 27 minerais, distribuídos em três classes de prioridade para acesso aos instrumentos de apoio da política.
Participação do presidente. Lula participou da primeira reunião do Cimce. Ele também está previsto na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) marcada para esta sexta (6/11). Um dos temas na pauta é o mapa do caminho brasileiro para longe dos combustíveis fósseis, que aguarda a aprovação do presidente.
NTS ameaça ir à Justiça. O conselho da Nova Transportadora do Sudeste (NTS) aprovou a judicialização da revisão tarifária, caso a ANP não reconsidere o corte de R$ 5,3 bilhões na base de remuneração. A empresa suspendeu novos investimentos e contesta o método que levou a agência a concluir que a Malha Sudeste já está 100% amortizada.
Diretora substituta. Vale lembrar que a próxima reunião de diretoria da ANP será a última de Fernando Moura, cujo mandato termina na segunda (9/11). A agência convocou a superintendente de Tecnologia e Meio Ambiente, Amanda Gondim, como diretora substituta a partir de terça (10/11).
Biometano nas rodovias. A Ultragaz espera operar, no início de 2027, seu primeiro posto de biometano em rodovia, na Bandeirantes (SP), projeto anunciado na quinta (5/11).
Certificados. A Gasmig vê espaço para um certificado de garantia do biometano estadual, em Minas Gerais, alternativo ao CGOB federal. Segundo a diretora administrativa da companhia, Marise Grinstein, a distribuidora vai levar o tema à ANP.
Leilões de baterias. O edital da contratação foi desenhado para absorver a nova resolução sobre o rateio dos custos, ou mudanças na lei, diz a diretora substituta da Aneel, Ludimila Lima.
Opinião: Os leilões de dezembro estão estruturados para contratar disponibilidade de potência. O desafio é avaliar se esse atributo atende à necessidade do sistema e em que condições o conteúdo nacional pode apoiar capacidades produtivas no Brasil, escrevem o diretor de Energia Sustentável e Bioeconomia do Instituto E+ Transição Energética, Clauber Leite, e a especialista em Energia do instituto, Letícia Benso.
Pequenos reatores nucleares. O Japão e o Vietnã devem assinar um memorando de entendimento visando a cooperação para a introdução de pequenos reatores nucleares modulares (SMRs, na sigla em inglês) no país do Sudeste Asiático, com previsão para ocorrer a partir de 2040. (Nikkei Asia/Valor)