ACB recebe primeiro convidado para encontro com candidatos ao Governo

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A Tarde

A Associação Comercial da Bahia (ACB) iniciou segunda-feira a série de encontros entre os candidatos ao governo do estado e a classe empresarial para apresentação e debate de propostas e perspectivas a respeito de temas estruturantes para o desenvolvimento e competitividade da economia local, como infraestrutura, tributação, segurança jurídica, burocracia, educação e segurança pública. O primeiro participante foi o candidato João Roma (PL). A reunião foi transmitida pelo canal ACB Lives no YouTube e continua disponível para consulta.

Como justificou o presidente da ACB, Mário Dantas, o evento, realizado em parceria com o Conselho Consultivo das Entidades Empresariais da Bahia (Consempre) e o Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), integra a agenda da entidade de incentivar e privilegiar o bom diálogo entre o público e o privado.

“Estamos cumprindo a nossa missão, recebendo o candidato João Roma para debater seu plano de governo para a Bahia. O Conselho Consultivo das Entidades Empresariais conta com mais de 30 entidades de representação empresarial e muitos presidentes dessas entidades estão aqui presentes para ampliar o alcance deste bom debate”, disse Dantas.

De acordo com o candidato, o governo precisa tratar o investidor com segurança jurídica para que o território baiano seja um “solo fértil” e mais investimentos possam vir. Ele defendeu ainda que o estado precisa tratar cidadãos e investidores com mais humildade e traçou uma comparação com um vendedor de tomates numa feira, que tudo faz para atrair um cliente. “É essa humildade que queremos no governo. Hoje é o governo humilhando o cidadão baiano, quem investe, quem está produzindo e gerando emprego. Você se submete e rasteja para conseguir o que é seu de direito”, criticou o ex-ministro da Cidadania.

Além da redução de impostos, Roma propõe ainda a eliminação de disfunções da burocracia que travam a atração de investimentos. “A burocracia é um avanço civilizatório que trouxe princípios de administração para lidar com a atividade pública. Mas a disfunção ocupou um espaço que é razão de ser da burocracia, que é melhorar a ação do estado para servir à população”, comentou o candidato.

O candidato ressaltou também que a Bahia não tem conseguido entregar aos baianos serviços básicos, principalmente nas áreas da saúde, educação e segurança pública, além de pontuar que, por conta da falta de estímulos à produção local devido à alta cobrança de impostos, “estamos virando exportadores de talentos”.

“O desenvolvimento econômico e social do nosso estado e do nosso país só será possível através de uma  consciência cidadã participativa. Como sempre digo, aquelas pessoas que menos necessitam de saúde pública, de educação pública, de segurança pública, são os que mais podem doar e contribuir com o estado”, concluiu Cavalcanti.

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