Analistas ficam otimistas com Petrobrás, mesmo com perda recorde

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Fonte: O Estado de S. Paulo

A Petrobrás teve prejuízo de quase R$ 50 bilhões no primeiro trimestre – o maior já registrado na história por uma empresa aberta num período de três meses –, mas isso não afetou a visão otimista dos analistas sobre a petroleira. As perdas foram provocadas pela revisão no valor de ativos, por conta da pandemia de covid-19. Operacionalmente, porém, os números até março foram considerados melhores que o esperado, e a gestão é apontada como o maior trunfo para a estatal atravessar a crise.
Para Enrico Cozzolino, analista de renda variável da Daycoval Investimentos, a Petrobrás sabe lidar com crises e tem agilidade para solucionar problemas. A cotação do petróleo e a piora nas projeções para atividade econômica global são os principais desafios para a companhia, afirma ele. “Dito isso, a companhia segue seu plano de desinvestimento, priorizando seus ativos principais e operacionalmente fazendo o que ‘pode ser feito’ internamente”, diz Cozzolino.
A petroleira, por exemplo, foi rápida para lidar com a queda da demanda chinesa no primeiro trimestre, de acordo com Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos. “A diminuição da participação da China no mix (de destinos) mostra quão imprescindível é seu petróleo de baixo teor sulfúrico globalmente”, diz ele. “A companhia conseguiu maior diversificação de clientes, mitigando riscos.” Ele diz ainda que a maioria dos ativos incluídos na revisão de avaliação foi de águas rasas e profundas. Somente um dos campos do pré-sal entrou na conta e reforça a mensagem de que eles são o principal objetivo da Petrobrás.
Alvaro Bandeira, sócio e economista-chefe do banco digital Modalmais, também se diz confiante na “boa gestão atual da Petrobrás, sem interferências governamentais e que conseguirá sair mais forte depois da crise”. Por isso, o banco mantém a companhia como boa opção de investimento de médio e longo prazo, principalmente com a gradual reabertura de alguns países.
Para Sandra Peres, analista da Terra Investimentos, o cenário de crise deve fazer com que os resultados de 2020 fiquem abaixo do esperado pelo mercado inicialmente. “Entretanto, a empresa vem demonstrando agilidade em solucionar problemas e sua estratégia de manter o desinvestimento e a melhora na gestão de custos e despesas, continuarão favorecendo a empresa nos próximos resultados”, afirma.
Para a próxima semana, o destaque nas carteiras recomendadas pelas corretoras é a Via Varejo. A rede entrou em quatro listas. A Mirae, uma das que selecionaram a ação para a próxima semana, fala dos bons resultados operacionais apresentados pela companhia no primeiro trimestre, além da expectativa de que essa tendência continue no segundo, por conta das vendas via e-commerce.
Além de Via Varejo ON, a Mirae incluiu também Banco do Brasil ON em sua carteira, retirando GPA ON e Minerva ON. O Daycoval também inseriu Via Varejo ON no lugar de Vale ON. A MyCap foi outra a incluir Via Varejo ON e B3 ON, nos lugares de BR Distribuidora ON e Bradesco PN. Por fim, a Guide fez três mudanças, inserindo Via Varejo ON, Gerdau PN e JBS ON.
A Ativa fez uma alteração, trocando Embraer ON por Camil ON. A XP também realizou uma troca, retirando GPA ON e incluindo Vivara ON.

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