EIXOS
O presidente Lula (PT) e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, conversaram por telefone na quarta-feira (7/8) sobre as respostas às taxações dos Estados Unidos contra produtos brasileiros e indianos.
A aproximação ocorre como resposta às ofensivas comerciais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Lula quer uma reação conjunta do Brics à estratégia comercial dos EUA.
A aproximação entre Brasil e Índia no segmento de energia já vem tomando forma nos últimos meses e envolve sobretudo a Petrobras.
Além disso, a Petrobras também está avaliando oportunidades na 10ª Rodada de licitação de blocos de óleo e gás na Índia — que será a maior já realizada pelo país asiático, com a oferta de 25 blocos distribuídos por 13 bacias sedimentares.
Em fevereiro, a petroleira brasileira assinou um contrato com a estatal indiana Bharat Petroleum Corporation Limited (BPCL) para exportação de até 6 milhões de barris de petróleo por ano a partir de 2025.
A Petrobras tem ainda memorandos de entendimento com a ONGC (Oil and Natural Gas Corporation), para colaboração em exploração e produção, descarbonização, biocombustíveis e novas energias; e com a Oil India, para identificar oportunidades no offshore indiano.
Petróleo continua em baixa. Os desdobramentos das taxas dos EUA levaram o preço do barril de petróleo a cair na quinta-feira (07/8). O Brent encerrou o dia a US$ 66,43 o barril, queda de 0,68% (US$ 0,46).
Descomissionamento. A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (6/8) o projeto de lei 3.261/2024, do deputado Hugo Leal (PSD/RJ), que busca reduzir os custos do descomissionamento offshore e incentivar a indústria naval brasileira.A proposta altera a lei que rege o Repetro-Sped. A ideia é permitir que a extinção do regime tributário seja antecipada, desde que o desmantelamento e a destruição dos bens importados sejam realizados em estaleiros no Brasil.
Opinião: A lição europeia é clara: não existe substituição imediata para estruturas energéticas complexas. E acelerar a transição sem garantir estabilidade técnica, econômica e geopolítica pode ser perigoso, escreve o sócio fundador do escritório LCFC+ Advogados, Tiago Cosenza.