EPBR
Os preços do petróleo bruto dos grandes produtores sul-americanos caíram de forma acentuada esta semana, mostra a Platts. A combinação entre o aumento do frete e as preocupações com a demanda global ampliou os descontos, principalmente sobre a commodity de origem argentina e colombiana, mas também afeta o óleo do pré-sal brasileiro.
— Principal corrente de petróleo nacional, o Tupi era avaliado, na quarta-feira (31/8), com desconto de US$ 1,45 o barril em relação ao Brent — no início do mês, era negociado com prêmio de US$ 3. Segundo a Platts, a queda da demanda das refinarias independentes chinesas e o aumento da oferta do Brasil ajudam a explicar a desvalorização.
— A Platts avaliou o óleo Medanito, da Argentina, com desconto de US$ 5 o barril — o maior patamar desde o início do levantamento da consultoria, em abril de 2021. O desconto sobre o óleo pesado Castilla, da Colômbia, por sua vez, chegou a US$ 10 o barril — o pior nível em dois anos.
— Além disso, os custos de frete aumentaram bastante. As taxas de navios petroleiros VLCC do Brasil para a Ásia estão custando mais de US$ 4 o barril, ante US$ 1,80 do início do ano.
— O aumento dos valores de frete reflete a nova dinâmica do mercado global. Com a guerra na Ucrânia e a imposição de sanções das potências ocidentais ao óleo da Rússia, a commodity de origem russa passou a ter como destino final a Ásia, principalmente.
— Esse deslocamento teve efeito colateral no Brasil, causando uma forte queda nas exportações de petróleo do país para a China, no primeiro semestre. Historicamente, os chineses são o principal destino da produção do pré-sal.
Galp compra óleo da União em Sépia A carga de 500 mil barris estará disponível no último trimestre deste ano. Dez empresas que operam no pré-sal foram convidadas para o processo de venda direta, aberto pela Pré-Sal Petróleo (PPSA). Além da petroleira portuguesa — que ofereceu o maior preço –, Petrobras e Total enviaram propostas.
Orçamento de 2023 inclui R$ 53 bi para combustíveis O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado pelo governo federal ao Congresso mantém a redução de Cide e PIS/Cofins sobre gasolina, etanol e GNV, somando R$ 34,3 bilhões; e de PIS/Cofins sobre diesel, biodiesel, GLP e QAV, totalizando R$ 18,6 bilhões.
— A redução de impostos federais sobre combustíveis representa dois terços das desonerações propostas pelo governo para 2023.