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Fonte: UOL

O cenário para os mercados globais de petróleo “melhorou um pouco”, segundo a Agência Internacional de Energia, que destaca demanda um pouco mais forte do que o esperado e menor oferta devido à forte queda dos preços.
A produção mundial de petróleo sinaliza “queda histórica” neste mês, para o nível mais baixo em nove anos, informou a AIE em relatório mensal. A Opep e parceiros estão reduzindo a produção, enquanto outros produtores como Estados Unidos são obrigados a desacelerar o ritmo de perfuração.
“É no lado da oferta que as forças de mercado demonstram seu poder” e mostram que o problema dos preços mais baixos afeta “todos os produtores”, disse a agência com sede em Paris e que assessora grandes economias. “Vemos grandes cortes da produção de países fora do acordo da Opep+ e mais rápido do que o esperado.”
É uma mudança radical de tom em relação ao mês passado, chamado de “Abril Negro” pelo diretor da agência, quando a AIE alertou que os cortes da Opep+ talvez não fossem suficientes para impedir que os tanques de armazenamento globais ficassem sem espaço em meados do ano.
Choque de demanda
O mercado de petróleo ainda está em posição muito difícil. Os preços internacionais acumulam queda superior a 50% desde o início do ano devido à paralisação de voos, estradas e empresas pela pandemia de coronavírus. No entanto, a cotação atual de cerca de US$ 30 por barril em Londres está US$ 10 acima da mínima de abril.
“A imagem ainda é muito sombria para a indústria”, disse o diretor executivo da AIE, Fatih Birol, no Twitter. “A destruição mais forte da demanda pode ter ficado para trás, mas ainda há grandes incertezas.”
A AIE elevou as estimativas para a demanda global por petróleo no segundo trimestre em 3,2 milhões de barris por dia, para 79,3 milhões. No entanto, o consumo ainda pode cair quase 20 milhões de barris por dia no trimestre, ou cerca de 20% em relação ao mesmo período de 2019 devido à pandemia.
Para 2020 como um todo, a previsão para a demanda foi elevada em 700 mil barris por dia, mas ainda pode registrar queda anual de 8,6 milhões por dia, ou cerca de 9%.
Apesar do tom mais otimista sobre o estado dos mercados globais, a AIE reconheceu a perspectiva incerta. Não está claro se os governos podem retomar a atividade econômica sem levar a novos surtos e até que ponto a aliança Opep+ implementará os cortes prometidos da oferta.

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