Com a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), de acelerar o aumento da oferta em agosto, analistas do mercado já veem o preço do barril cair para abaixo de US$ 60 até o fim do ano.
É mais uma peça no tabuleiro a desafiar os planos de arrecadação do governo Lula (PT) com a venda antecipada de petróleo ainda não contratado em áreas já concedidas no pré-sal – uma operação que guarda suas complexidades e que ainda terá de passar pelo crivo de órgãos de controle.
A liquidação antecipada do pré-sal aguarda sanção de Lula, após a articulação do governo junto ao Congresso Nacional para incluir o texto na MP 1291, que amplia o uso do Fundo Social. A medida já foi aprovada pelos parlamentares.
Na prática, o leilão vai ser uma forma de antecipar receitas da União em reservatórios não contratados dos campos de Mero, Tupi e Atapu, grandes áreas produtoras no pré-sal.
As medidas fazem parte do pacote fiscal proposto pelo MME ao presidente Lula (PT) para ampliar a arrecadação, no contexto da crise desencadeada pelo aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e o congelamento do pagamento de emendas parlamentares.
Preços dos combustíveis. Silveira também afirmou, nesta segunda (7/7), que “há uma real possibilidade” de queda no preço da gasolina e do diesel nas próximas semanas caso a cotação da commodity se mantenha a atual.
Mas o petróleo voltou a subir. Os contratos futuros do Brent, para setembro, avançaram 1,87%, a US$ 69,58 o barril, nesta segunda-feira (7/7), mesmo após a Opep+ decidir, no fim de semana, elevar a produção acima do esperado.