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A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou que a estatal vai adequar o plano de negócios a um patamar mais baixo do preço do petróleo, com o barril em torno de US$ 65, ante o nível de US$ 83 considerado no planejamento anterior. 

Segundo a executiva, a empresa tinha projetos “caros e grandes demais” e que poderiam ser simplificados. 

  • “Estamos voltando, rediscutindo esses projetos, conversando com a indústria e com os fornecedores para que juntos a gente chegue a uma solução que viabilize mais projetos no Norte Fluminense, por exemplo”, acrescentou.  

Na segunda-feira (18/8), o barril tipo Brent encerrou o dia em alta de 1,13% (US$ 0,75), a US$ 66,6. A expectativa do mercado é de uma redução das cotações no segundo semestre do ano. 

O Plano de Negócios 2025-2029 da Petrobras, divulgado em novembro, prevê US$ 111 bilhões em investimentos, dos quais US$ 98 bilhões estão na carteira em implementação e US$ 13 bilhões em avaliação. Veja a apresentação em pdf

  • A atualização para o período de 2026 a 2030 será divulgada até o final do ano.  

Uma das incertezas é sobre a viabilidade do projeto de produção emáguas profundas em Sergipe. A companhia aguarda o resultado da licitação das plataformas, que está em curso, com previsão de conclusão ainda este ano. 

  • As primeiras tentativas de contratar as unidades fracassaram, pelo alto custo das propostas.  

Em relação à atuação integrada da companhia e ao retorno ao mercado de distribuição de combustíveis, a CEO confirmou que a Petrobras está começando a atuar na revenda de diesel para grandes consumidores, sobretudo com clientes do agronegócio

  • “Estamos falando da revenda de uma forma ampla, geral e restrita”, disse.  

Também reafirmou o interesse no mercado de gás liquefeito de petróleo (GLP), o “gás de botijão”: “Se isso se apresentar como um negócio lucrativo para a Petrobras, com altas margens, faremos sim”, afirmou. 

Recorde em Búzios. O campo de Búzios superou a produção diária de 900 mil barris de petróleo. No domingo (17/8), o campo atingiu a produção de 910,5 mil de barris de petróleo e exportou 10,5 milhões de metros cúbicos de gás natural. 

  • Segundo a Petrobras, o campo pode se tornar o maior produtor de petróleo do Brasil ainda em 2025.  

Interdição do FPSO Peregrino. A Equinor deu início às adequações na plataforma do campo de Peregrino, na Bacia de Campos, com o objetivo de atender aos requerimentos da ANP e retomar a produção do campo o mais rapidamente possível.

  • Na sexta (15/8), a agência interditou o navio-plataforma devido a falhas na documentação de gestão e análise de risco, além de ajustes necessários no sistema de dilúvio. 

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