Petróleo cai com possível novo aumento de oferta da Opep+ e negociações EUA-China

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Investing.com – Os preços do petróleo apresentaram queda na manhã desta terça-feira, após uma sequência de ganhos recentes. O movimento de estabilidade reflete a combinação entre relatos de possível aumento de produção pela Opep+ e o otimismo com o alívio das tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

O petróleo havia subido de forma expressiva nas últimas sessões, devido a sanções rigorosas impostas pelos EUA à Rússia, que reacenderam preocupações com a oferta global. O avanço nas tratativas comerciais entre Washington e Pequim também contribuiu para o movimento de alta.

Ainda assim, o mercado perdeu força na segunda-feira após notícias de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+) planeja elevar novamente a produção nos próximos meses.

Às 7h45 de Brasília, os contratos futuros do petróleo Brent para dezembro recuavam 1,43%, a US$ 63,96 por barril, enquanto os futuros do WTI (West Texas Intermediate) também caíam 1,47%, para US$ 60,42 por barril.

Opep+ avalia novo aumento de produção em dezembro

A Opep+ estuda aumentar a produção de petróleo a partir de dezembro, com pelo menos oito países-membros demonstrando apoio à medida na próxima reunião do grupo, marcada para domingo.

De acordo com a Bloomberg, o cartel deve propor um terceiro ajuste mensal consecutivo, adicionando 137 mil barris por dia, como parte do plano de reversão gradual dos cortes implementados nos últimos dois anos.

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Mesmo diante da fraqueza recente do mercado, a Opep+ tem mantido o foco em recuperar participação global, buscando compensar o impacto de um período prolongado de preços mais baixos.

Mercado segue atento às sanções à Rússia e ao progresso das negociações EUA-China

Os preços do petróleo subiram com força na semana passada após o governo dos EUA impor sanções às duas maiores petroleiras da Rússia: Lukoil e Rosneft.

Agora, os investidores aguardam para avaliar se as restrições afetarão de forma relevante o fornecimento russo, já que Moscou costuma encontrar alternativas para contornar as medidas americanas.

As sanções representam uma guinada na política externa de Trump, que tem adotado uma postura mais dura em relação à Rússia por causa da guerra na Ucrânia. O presidente também sinalizou maior apoio militar a Kiev.

Washington pode ainda mirar Índia e China, principais compradoras do petróleo russo. A Índia já foi alvo de tarifas comerciais de 50% por parte dos EUA em razão dessas compras.

Embora Trump tenha ameaçado novas ações contra a China, as tensões entre os dois países começaram a esfriar nesta semana, depois que autoridades confirmaram um acordo comercial estrutural preliminar.

O tema deve ganhar mais clareza durante o encontro entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, previsto para ocorrer na Coreia do Sul nos próximos dias.

O avanço nas conversas sino-americanas trouxe algum suporte adicional aos preços do petróleo nesta semana, limitando o impacto das expectativas de aumento de oferta pela Opep+.

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