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Fonte: Reuters

A produção de petróleo no Brasil em abril somou 2,958 milhões de barris por dia, com alta de 13,6% ante mesmo mês do ano anterior e leve recuo de 0,5% na comparação com março, segundo boletim da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta terça-feira.
Plataforma de petróleo na Baía de Guanabara, Rio de Janeiro 20/04/2015 REUTERS/Pilar Olivares
Considerando a queda na comparação mensal, observa-se que foi marginal o impacto da parada de produção em 38 campos de óleo e gás, por conta da pandemia de Covid-19.
O desempenho de abril veio em meio a exportações recordes da commodity pela Petrobras no mês, impulsionadas pela demanda da China, que começa a reativar a economia após ter controlado a disseminação local do coronavírus. A estatal embarcou 1 milhão de barris por dia em abril, contra recorde anterior de 771 mil, em dezembro de 2019.
A forte demanda chinesa inclusive levou a Petrobras a recuar em planos para um corte de bombeamento de 200 mil barris por dia que havia sido programado para abril.
A produção total de petróleo e gás do país em abril totalizou 3,738 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), disse a ANP.
A produção de gás natural foi de 124 milhões de metros cúbicos/dia, com alta de 1,9% na comparação com março e de 9,8% frente a abril de 2019.
Campos marítimos foram responsáveis por 96,7% do petróleo e 86% do gás natural, de acordo com a ANP.
A produção do pré-sal somou 2,057 milhões de barris por dia de petróleo e 85,96 milhões de metros cúbicos de gás, totalizando 2,597 milhões de boed, ou 69,5% do total.
A ANP acrescentou que 38 campos de óleo e gás tiveram a produção interrompida temporariamente em abril, primeiro mês inteiramente sob impacto de medidas de isolamento adotadas no país contra a disseminação do coronavírus.
Em meio aos impactos da pandemia, que também contribuíram para derrubar os preços globais do petróleo, essas paralisações atingiram 21 campos marítimos e 17 terrestres no Brasil, sendo que 66 instalações de produção marítimas interromperam atividades, ainda segundo a ANP, que não detalhou os motivos por trás das suspensões de produção.
Entre empresas, a Petrobras liderou a oferta do Brasil em abril, com produção de 2,7 milhões de boe/d. A empresa foi seguida pela Shell Brasil, com 482,5 mil boed, e pela Petrogal, com 139,7 mil boed.

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