Raízen (RAIZ4) derrete após Petrobras negar interesse em investir; Cosan (CSAN3) também cai 

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Desmentido da Petrobras sobre possível investimento na Raízen reverte ganhos da véspera e pressiona Ibovespa, que opera em queda de 1,46%

 E-Investidor Estadão 

As ações da Raízen (RAIZ4) abriram em forte queda nesta terça-feira (19), recuando 7,83% e sendo cotadas a R$ 1,06 às 10h36. O movimento ocorre após a disparada de 10,58% registrada na véspera, quando o mercado reagiu à notícia de que a Petrobras poderia estar interessada em investir na companhia.

A controladora Cosan (CSAN3), que também havia avançado 5,29% ontem, hoje recua 4,68%. Juntas, Raízen e Cosan lideram as maiores baixas do Ibovespa, que opera em queda de 1,46%, aos 135.313 pontos.

A euforia do mercado foi alimentada por reportagem de O Globo, que apontava que a Petrobras teria na mesa estudos sobre diferentes possibilidades de investimento na Raízen, desde a compra de ativos até uma eventual sociedade.

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Fontes do setor consultadas pelo jornal reforçavam que a estatal estaria avaliando caminhos para expandir sua atuação no segmento de etanol e distribuição de combustíveis.

O rumor, no entanto, foi rapidamente desmentido. Em nota oficial divulgada nesta manhã, a Petrobras afirmou:

A companhia reiterou ainda que sua estratégia no setor deve seguir as diretrizes já anunciadas: “Conforme divulgado em 07/08/2025, o posicionamento da Petrobras em distribuição deve observar as disposições contratuais vigentes”.

Além disso, a estatal fez questão de frisar que todas as suas decisões de investimento seguem critérios técnicos e rígidos padrões de governança.

“As decisões sobre investimentos são pautadas em análises criteriosas e estudos técnicos, em observância às práticas de governança e aos procedimentos internos aplicáveis”, destacou a empresa.

Ao encerrar a nota, a Petrobras ressaltou que: “Pelo exposto, as informações divulgadas na matéria não procedem e, portanto, não caracterizam Fato Relevante”.

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O desmentido não apenas reverteu a escalada das ações da Raízen e da Cosan, mas também levou analistas a revisarem suas projeções.

O Citi, por exemplo, rebaixou a recomendação para os papéis da Raízen (RAIZ4) de “compra” para “neutra”, fixando preço-alvo em R$ 1,30. Segundo o banco, o forte rali da véspera já teria incorporado expectativas que, diante da negativa da Petrobras, não encontram respaldo no curto prazo.

*Com informações do Broadcast

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