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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), afirmou, nesta 6ª feira (4.jul.2025), que a privatização da BR Distribuidora -hoje Vibra Energia– é um exemplo de medidas que “desmantelam” a soberania energética do Brasil. Silveira afirmou que o governo federal não permitirá a repetição desse tipo de medida.

“Vejo o quanto o senhor, presidente, se ressente da privatização da BR Distribuidora, que tirou dos brasileiros a condição de participar ativamente na formação de preço em defesa do consumidor e da economia nacional […] não vamos mais permitir que a soberania energética do Brasil seja desmantelada”, declarou durante evento de anúncio de investimento da Petrobras no setor de refino e petroquímica, no Rio.

Em fevereiro, durante evento no Rio Grande do Sul (RS), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que a Petrobras foi “demonizada” para que pudesse ser “desmanchada”.

“Voces sabem como a Petrobras foi demonizada, porque eles tinham o objetivo de desmanchar a Petrobras. Aliás, eles querem isso desde 1950. Desde que ela foi criada, trabalham contra a Petrobras

Segundo o presidente, quando perceberam que não seria possível, decidiram “fatiar” a estatal.

“Resolveram vender pedacos da Petrobras e comecaram vendendo um grande pedaco chamado BR, nossa distribuidora, e queriam vender muito mais”.

BR Distribuidora teve o processo de privatização iniciado em 2017, no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), e concluído em 2021, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por meio da venda de ações no mercado.

INVESTIMENTOS

Petrobras anunciou na 5ª feira (3.jul) que planeja investir R$ 33 bilhões na ampliação das operações de refino e de petroquímica no Estado do Rio de Janeiro até 2029. O pacote de investimentos inclui R$ 26 bilhões destinados ao aumento da produção de diesel na Reduc (Refinaria Duque de Caxias) e no Complexo de Energias Boaventura, antigo Comperj, em Itaboraí.

No anúncio, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a estatal planeja ampliar o escoamento de gás natural escoado do pré-sal para a costa brasileira, com o objetivo de reduzir o preço do combustível para a indústria.

“Quanto mais gás a gente conseguir trazer para a costa, mais barato será esse gás para a sociedade […] mas será um processo, não é imediato”, disse.

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