Fonte: O Globo
A Petrobras e o Ministério da Fazenda contestaram a reportagem publicada nesta sexta-feira no GLOBO “Pressão no gás”, que afirma que a estatal foi pressionada pelo governo a mudar a política de reajustes do gás de botijão (GLP).
Em nota, a Petrobras afirma que a política de preços de combustíveis e derivados praticada pela companhia é estabelecida “com base em critérios técnicos, cujos princípios são definidos por sua diretoria executiva”.
A estatal acrescenta que as alterações na política para o GLP residencial tiveram como objetivo reduzir o repasse da volatilidade de preços internacionais ao mercado doméstico, como anunciou no começo de dezembro e “não foram objeto de discussão com autoridades do governo federal”.
A estatal informou, na última quinta-feira, que os reajustes do gás de botijão, que eram mensais, passariam a ser trimestrais. Além disso, a petroleira anunciou uma redução de 5% nos preços, que entrou em vigor nesta sexta-feira.
A reportagem afirma que o presidente da Petrobras discutiu o assunto com integrantes da equipe econômica nas últimas semanas.
‘NÃO HOUVE INTERFERÊNCIA’
O Ministério da Fazenda afirma, em nota, que o reajuste de preços do botijão “não foi tratado na reunião entre o ministro Henrique Meirelles e o presidente da Petrobras, Pedro Parente, na última terça-feira”, e acrescenta que “não houve nenhuma interferência política de preços na empresa”.
Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO, a variação do preço do gás de botijão era considerada excessiva, e o martelo foi batido após a avaliação de que um reajuste trimestral era uma questão de “bom senso”.
A reportagem também destacou que o produto tem baixo impacto nas receitas da estatal e que o gás de botijão é um item significativo na cesta de produtos da população de baixa renda.