Custo do gás pode subir 20% durante parada da plataforma da Petrobras

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O Globo / Miriam Leitão

A Petrobras está avisando as distribuidoras de gás que haverá uma sobretaxa durante a paralisação do campo de Mexilhão, na bacia de Santos, e do gasoduto Rota 1, que leva o gás à costa. Com isso, as empresas serão obrigadas a reduzir o consumo para 80% do que está em contrato, para manter a tarifa normal. O que exceder esse percentual, no entanto, terá uma cobrança mais elevada, que poderá duplicar o custo unitário do gás. Na ponta do lápis, a empresa que mantiver o mesmo consumo poderá ter um aumento de custos de 20%, segundo o diretor-superintendente da Abividro, Lucien Belmonte.
– Até 80% do que está no contrato tem preço normal. O que exceder terá tarifa de ultrapassagem, que pode dobrar o custo unitário do gás, sobre essa parcela excedente. A Petrobras está aproveitando o momento para engordar o seu caixa, já que continua tendo posição monopolista no setor – explicou.
A plataforma de Mexilhão ficará um mês parada, para uma manutenção preventiva, a partir de 15 de agosto. O custo de cada sobretaxa dependerá do contrato de cada empresa com as distribuidoras de gás, que compram diretamente da Petrobras.
“Como é de conhecimento do mercado, atualmente a Petrobras domina a produção, transporte e distribuição de gás natural do país, sendo o único supridor de gás que atende ao mercado da área de concessão da Congás”, disse a companhia que atende o estado de São Paulo, em nota a clientes.
A redução do preço do gás era uma promessa do ministro Paulo Guedes, assim como a quebra de monopólio da Petrobras no setor. A conversa com os grandes consumidores, no entanto, revela que pouca coisa mudou na prática.

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