Abicom: disparada do petróleo e alta do câmbio elevam defasagem do diesel no país a 16%

Importação de diesel russo cresce 229% e afeta diretamente vendas da Petrobras no Brasil 
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Estadão

A disparada do preço do petróleo, combinada com a valorização do dólar na terça-feira, dia 29, levou os combustíveis vendidos no Brasil de volta à defasagem em relação ao mercado internacional, especialmente o diesel, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Com isso, a janela de importação de gasolina, que estava aberta, se fechou novamente, informou a entidade.

Em média, o litro do diesel nas refinarias da Petrobras está com um preço 16% inferior ao praticado no exterior, abrindo espaço para uma elevação de R$ 0,53 por litro. Na Refinaria de Mataripe, na Bahia, de capital privado, a defasagem reduziu pela metade, para 7%.

A Acelen, que controla Mataripe, aumentou o preço do diesel em 2,1%, ou R$ 0,07 por litro, na última quarta-feira (24/7). Já o último reajuste da Petrobras para o combustível foi no dia 6 de maio.

No caso da gasolina, a diferença média é de 3%, o suficiente para tornar as importações pouco atrativas. Neste caso, um eventual aumento seria de R$ 0,08 por litro, tanto nas refinarias da Petrobras como em Mataripe. Não houve ajuste do combustível na Bahia. O último reajuste da Petrobras ocorreu no dia 3 de junho.

O petróleo tipo Brent disparou na terça-feira, 29, fechando a US$ 72 o barril, e segue em alta nesta quarta-feira, 30, em alta de 0,43%, ou US$ 72,07 por barril. A volatilidade é explicada pelo aumento da pressão dos Estados Unidos sobre a Rússia, grande produtor mundial, para encerrar a guerra contra a Ucrânia.

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