Petróleo fecha em queda com ajuste após fortes ganhos e reduz alta mensal a 5,8%

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Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta quinta-feira (31/7), em correção após três sessões seguidas de ganhos. Investidores seguiram acompanhando as ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de sanções severas à Rússia para que Moscou acabe com a guerra da Ucrânia até a próxima semana.

Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para outubro teve baixa de 1,06% (US$ 0,77), a US$ 71,70 o barril, enquanto o petróleo WTI para setembro, negociado na Nymex, recuou 1,05% (US$ 0,74), a US$ 69,26 o barril. No mês, o Brent subiu 6,83% e o WTI, 5,82%.

Se tarifas significativas realmente forem adicionadas aos compradores de petróleo russo, como a Índia — que Trump já ameaçou na quarta-feira (30/7) —, a reação do mercado será “desnecessário dizer, pesada”, afirma Neil Crosby, da Sparta Commodities.

Além disso, encontrar um substituto para o óleo bruto russo no mercado global seria difícil, dados os grandes volumes, os declínios mais rápidos do que o esperado na capacidade ociosa da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e diferenças nas qualidades da commodity, analisa o Goldman Sachs, que aponta que Índia e China devem ser as nações mais prejudicadas.

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“Não me importo com o que a Índia faz com a Rússia. Eles podem afundar suas economias mortas juntos, tanto faz para mim. Fizemos muito poucos negócios com a Índia, suas tarifas são muito altas, entre as mais altas do mundo”, escreveu Trump nesta madrugada no Truth Social.

Segundo a Reuters, as refinarias estatais indianas Indian Oil, Hindustan Petroleum, Bharat Petroleum e Mangalore Refinery Petrochemical pararam de comprar petróleo da Rússia na última semana, diante de menores descontos neste mês e com o alerta feito pelo presidente dos EUA.

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