Eixos
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) anunciou no domingo (03/8) que vai acabar com os cortes na produção de 2,2 milhões de barris/dia de petróleo iniciados em 2023.
A decisão de ampliar a produção ocorre às vésperas do prazo limite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o fim do conflito na Ucrânia, sob o risco de taxar os compradores de petróleo russo.
A decisão já era esperada pelo mercado, conforme mostraram as cotações do barril no mercado internacional, que encerraram a semana passada de volta à casa dos US$ 60.
A Rússia é um dos principais produtores da Opep+ e um dos países que mais deve contribuir para o aumento na produção do grupo — caso as promessas das novas taxas de Trump não se concretizem.
Ainda não está claro se as restrições impostas pelos EUA a produtos russos inclui derivados — o que vai afetar também o Brasil, que importa diesel russo.
Mas a consultoria Rystad Energy ressalta que parte dos volumes russos retirados do mercado com as taxas dos EUA podem ser substituídos pela produção de outros países da própria Opep+, como também por outros grandes produtores de fora do cartel, incluindo Canadá, Brasil, Guiana e os próprios EUA.