NovaCana
Entre 26 de outubro e 1º de novembro, os preços do etanol e da gasolina seguiram em queda na média nacional. O biocombustível foi negociado por R$ 4,27 por litro, com redução de 0,2% ante os R$ 4,28/L da semana anterior. O seu concorrente fóssil, por sua vez, foi vendido a R$ 6,17/L, queda de 0,5% ante os R$ 6,20/L precedentes.
Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos. Dessa forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.
Assim, o valor do renovável se manteve dentro da faixa considerada economicamente favorável para o consumidor, ainda que bem próximo ao limite. Conforme a ANP, a relação entre o preço do etanol e o da gasolina foi de 69,2% na média nacional, superior aos 69% do período anterior.
Considerando as médias estaduais, o biocombustível é tido como competitivo em cinco estados.

De 27 a 31 de outubro, o hidratado foi vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 2,7781/L, aumento de 0,9% ante os R$ 2,7527/L da semana anterior. Já as usinas goianas e mato-grossenses passaram por altas de 0,4% e 1,1%, respectivamente. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Em relação aos valores nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 312 cidades brasileiras, uma a mais do que na semana anterior.
De acordo com a ANP, de 26 de outubro a 1º de novembro, os preços médios do etanol caíram em 14 estados e no Distrito Federal, aumentaram em oito, ficaram estáveis em três e não foram apresentados no Amapá. Já os da gasolina tiveram queda em 19 unidades da federação, subiram em três e se mantiveram em cinco.

Em São Paulo, o valor médio do biocombustível aumentou 0,2%, para R$ 4,08/L, enquanto o da gasolina ampliou 0,2%, para R$ 6,03/L. Assim, a relação entre os preços ficou em 67,7%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.
Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,63/L, baixa de 0,9%. Já a gasolina reduziu 1,4%, a R$ 6,31/L. Dessa forma, a relação entre os valores dos combustíveis foi de 73,4%, sem vantagem econômica para o consumo do renovável.
Por sua vez, em Minas Gerais, os preços do etanol tiveram retração de 0,2%, para R$ 4,16/L, e os da gasolina reduziram 0,3%, para R$ 5,94/L. Nesse caso, o renovável custou o equivalente a 70,03% do preço do combustível fóssil, no limite da competitividade.
Em Mato Grosso, o valor médio do etanol ficou estável em R$ 4,33/L, enquanto o da gasolina retraiu 0,9%, para R$ 6,26/L. Com isso, a relação entre os preços foi de 69,2%, considerada favorável ao etanol.
Já em Mato Grosso do Sul, o etanol teve uma alta de 1%, para R$ 3,91/L – ainda assim, o menor valor dentre todos os estados e o único abaixo de R$ 4/L –, e a gasolina subiu 0,5%, para R$ 5,93/L. Assim, o valor do biocombustível correspondeu a 65,9% do preço de seu concorrente fóssil, em um resultado economicamente favorável para o consumo do renovável e o mais competitivo do país.
Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 68,2% do preço da gasolina, um patamar considerado vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol caiu 0,2%, para R$ 4,41/L, e o da gasolina baixou no mesmo patamar, para R$ 6,47/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma inicial previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.
Entretanto, o alcance do estudo foi reduzido a partir de julho de 2024 devido a cortes no orçamento da ANP. Em 8 de agosto, a ANP anunciou que a liberação de recursos deve permitir que a amostragem chegue a até 417 localidades.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana