Pivôs da Carbono Oculto decidem fazer delação premiada – o que deve atingir políticos de Brasília e São Paulo 

STJ nega creditamento de PIS/Cofins para distribuidoras de combustíveis 
24/11/2025
Novas delações na Operação Carbono Oculto sacodem Brasília e reforçam suspeita de elo com caso Master 
24/11/2025
Mostrar tudo

 Brasil 247

Os principais investigados na Operação Carbono Oculto, que desbaratou um megaesquema de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, decidiram avançar nas negociações para firmar delação premiada. A iniciativa, que pode atingir políticos de Brasília e São Paulo, confirma o cenário antecipado pelo Metrópoles em outubro e foi reafirmada neste domingo pelo colunista Lauro Jardim, em O Globo.

Segundo o Metrópoles, Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, passou a considerar a colaboração como condição para retornar ao Brasil. Agora, de acordo com a confirmação publicada por Lauro Jardim, as conversas evoluíram e os responsáveis pela engrenagem financeira da Carbono Oculto caminham para entregar detalhes do esquema e dos agentes políticos envolvidos.

Informações consolidam avanço da delação

O colunista de O Globo revelou que as tratativas estão em estágio avançado, confirmando integralmente o que já havia sido divulgado pelo Metrópoles: Beto Louco deve relatar a participação de políticos ligados ao centrão, preservando integrantes do PCC, com quem mantinha relações operacionais no fluxo de lavagem de dinheiro.

Outro investigado central, Mohamad Hussein Mourad, ligado à refinaria Copape, permanece foragido e não demonstra o mesmo interesse em colaborar. Ambos estariam escondidos no Líbano, após período em Dubai.

Esquema envolvia toda a cadeia de combustíveis e fundos de investimento

Como já descrito pela coluna de Mirelle Pinheiro, no Metrópoles, Beto Louco coordenava uma estrutura que incluía fraudes contábeis, manipulação de fundos de investimento e empresas de fachada usadas para blindar o patrimônio da organização criminosa. O esquema envolvia toda a cadeia produtiva de petróleo, das usinas aos postos, irrigando o caixa paralelo de grupos criminosos e ampliando a influência de seus operadores sobre setores da política.

Com a delação em andamento, cresce a expectativa sobre quais nomes do cenário político serão citados e como isso afetará articulações em Brasília e São Paulo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *