EIXOS
Depois de o Congresso Nacional derrubar parte dos vetos do presidente Lula (PT) à Lei Geral do Licenciamento Ambiental na semana passada, o tema volta ao debate na terça-feira (2/12), com a discussão na Comissão Mista do relatório da medida provisória 1308/2025.
O relatório do deputado Zé Vitor (PL/MG) definiu vedações para a possibilidade de licença por adesão e compromisso (LAC), que é a autorização ambiental que não vai exigir mais estudos prévios.
- Além disso, manteve a proposta do governo para a licença ambiental especial (LAE), que prevê ritos acelerados para projetos estratégicos.
O texto do relator também definiu quais iniciativas de dragagem podem ficar isentas do licenciamento ou não.
- Essa definição tende a impactar a concessão de hidrovias, importantes para a logística de combustíveis na região Norte.
As mudanças no licenciamento ambiental são um pleito antigo dos setores de energia elétrica e petróleo e gás.
- Com a derrubada dos vetos presidenciais, projetos de segurança energética terão a possibilidade de licenciamento simplificado.
- A derrubada atendeu a interesses de empresas de geração e transmissão, além de grupos ligados a carvão e petróleo e gás.
- Vale ressaltar, no entanto, que não há previsão de LAC para projetos de óleo e gás.
O licenciamento ambiental está no centro do debate de projetos que vêm tendo dificuldades em avançar no setor de energia.
- É o caso, por exemplo, da Usina Termelétrica Brasília (UTE Brasília), da Termo Norte, que teve a licença prévia negada pelo Ibama em outubro.
- Além disso, foi o grande pivô dos debates sobre a exploração de petróleo na Margem Equatorial, depois que o órgão ambiental negou em 2023 o pedido da Petrobras para perfurar um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas.
- Depois de ajustes e estudos adicionais, a licença foi liberada em outubro e a perfuração está em curso.