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Sindicombustíveis Bahia, entidade que representa os postos revendedores, informou que a distribuição de combustíveis no estado continua restrita, com limitação na venda de gasolina e diesel, apesar de refinarias terem anunciado que a produção está normalizada. A situação tem afetado particularmente o diesel S10, conforme relatos de revendedores que enfrentam dificuldades para receber os volumes contratados (Veja aqui).
Segundo o sindicato, alguns distribuidores têm justificado a ausência de entrega com informações de que o produto está indisponível ou que as refinarias não conseguiram completar as remessas. Diante desse cenário, a entidade pretende solicitar formalmente à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que atue junto às distribuidoras para clarear as razões das restrições e evitar impactos maiores no abastecimento e no consumidor final.
Especialistas no setor de combustíveis apontam que dinâmicas logísticas e de mercado podem influenciar essa restrição temporária. Mesmo com a produção normalizada nas refinarias, fatores como redução de importações, mudanças nos canais de distribuição e ajustes na demanda regional podem criar descompassos entre a oferta e a entrega física do produto aos postos.
Alguns estudos mostram que as vendas de combustíveis podem variar ao longo do ano e que fatores logísticos frequentemente afetam a entrega em certos Estados (Vej aqui).
A situação ocorre às vésperas de um reajuste do ICMS sobre gasolina e diesel, que passa a vigorar em 1º de janeiro de 2026, com novas alíquotas fixas definidas pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Esse ajuste tributário altera os valores de cobrança por litro dos combustíveis e pode influenciar nas negociações e nos preços praticados na cadeia de distribuição (Veja aqui).
Além disso, levantamentos de preços mostram que a gasolina e o diesel S10 na Bahia já apresentam valores acima de R$ 6 por litro em diversas localidades, o que reforça a pressão sobre o custo de operação dos postos e pode refletir diretamente no consumidor.
O sindicato destaca a importância de fortalecer o diálogo entre órgãos reguladores, distribuidoras e revendedores para garantir a regularidade do fornecimento, especialmente em períodos de maior circulação de veículos e consumo, como fim de ano e início do próximo ano.