Bens produzidos com energia limpa e critérios de sustentabilidade terão acesso mais fácil ao bloco europeu
Parceria Mercosul-UE cria expectativa de colaboração no mercado de energia brasileiro.
Chevron indica que pode começar a ampliar a extração de petróleo da Venezuela imediatamente. Trump vai suspender exportação do óleo venezuelano à Cuba.
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A aprovação pelo Conselho Europeu do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia na sexta (9/1) abre novas perspectivas de colaboração entre os blocos no setor de energia. Para o Brasil, há expectativa de impactos sobretudo nos segmentos de petróleo, minerais críticos, bioprodutos e etanol.
O petróleo é um dos principais itens da pauta de exportação do Brasil para a União Europeia.
Indiretamente, o acordo também pode impactar o mercado de gás natural no Brasil, ao abrir novas perspectivas para a indústria química brasileira — grande consumidora de gás.
Há, ainda, uma grande expectativa — sobretudo do lado europeu — de colaboração no segmento de minerais críticos, cruciais para a transição energética.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o acordo também prevê a elaboração de uma lista de produtos da bioeconomia que receberão tratamento mais favorável no mercado europeu.
Um dos principais pontos de discordância para o avanço do acordo, o agronegócio brasileiro também deve ser favorecido. Entretanto, foram estabelecidas cotas, que podem limitar as negociações.
O avanço no acordo entre os blocos europeu e sulamericano também é visto como uma sinalização a favor do comércio internacional, do multilateralismo e da independência das regiões em relação aos Estados Unidos, logo após a invasão da Venezuela.