ANP decreta interdição total da Refit, no Rio de Janeiro, por risco de acidentes e incêndio 

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 Brasil 24

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) determinou a interdição total da Refit, antiga refinaria de Manguinhos, localizada no Rio de Janeiro. A decisão foi tomada após uma nova inspeção de segurança que identificou riscos relevantes de acidentes e incêndio nas instalações da unidade. Segundo a coluna do jornalista Octavio Guedes, do G1, a medida foi adotada nesta quinta-feira (29) após técnicos constatarem que as condições operacionais representavam ameaça à segurança, o que levou à ampliação da sanção anteriormente aplicada.

Inspeção de segurança motivou decisão

De acordo com a agência reguladora, a vistoria mais recente revelou falhas que aumentavam o risco de ocorrências graves dentro da refinaria. Diante do cenário identificado, a ANP optou por interditar completamente o empreendimento, suspendendo todas as atividades.

Refinaria já operava sob interdição parcial

Desde o ano passado, a Refit já funcionava com restrições impostas pela ANP. Na ocasião, apenas a torre de refino de combustíveis havia sido proibida de operar, enquanto os tanques destinados à formulação de combustíveis continuavam em funcionamento.Com a nova ação fiscalizatória, a agência decidiu avançar para a paralisação integral da refinaria, considerada pelos investigadores como uma unidade de operação irregular.

Investigação apura esquema bilionário de sonegação

Refit foi alvo da operação Poço de Lobato, que apura um esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro envolvendo a cadeia de combustíveis. Segundo os investigadores, o grupo empresarial ligado à refinaria utilizava estruturas complexas para ocultar lucros e reduzir o pagamento de impostos.

Conforme dados da Receita Federal, o grupo teria movimentado mais de R$ 70 bilhões em apenas um ano, por meio de empresas próprias, fundos de investimento e companhias offshore instaladas em paraísos fiscais. As apurações indicam que o esquema teria causado um prejuízo estimado em R$ 26 bilhões aos cofres estaduais e federais.

O grupo é comandado pelo empresário Ricardo Magro e é apontado como um dos maiores devedores de ICMS do país, figurando entre os principais devedores nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, além da União.

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