Guerra no Oriente Médio: mercado de óleo sente impactos da alta no frete; barril volta a superar US$ 80

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O conflito no Oriente Médio segue impactando o mercado global de petróleo. Um dos principais alertas do setor agora é sobre o preço do frete, que teve forte alta nos últimos dias. 

  • Segundo a Argus, o valor para contratar um navio do Oriente Médio para o Leste Asiático chega a US$ 12,26 por barril, o dobro do registrado antes do conflito — que já era o maior patamar em seis anos. 
  • O custo de frete para um petroleiro de grande porte (VLCC) agora representa quase 16% do preço do petróleo. Historicamente, o percentual fica entre 2,5% e 3,5%. 

Dadas as negociações globais nesse mercado, os efeitos tendem a se propagar por todo o mundo — assim como ocorreu com a alta nos fretes após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. 

  • Fertilizantes, petroquímicos básicos e o câmbio estão entre os principais pontos de atenção para o Brasil em meio à atual crise geopolítica, segundo a Abiquim.

O CEO da Shell Brasil, Cristiano Pinto da Costa, afirmou que a alta no frete pode ter um impacto na comercialização do petróleo brasileiro, mas ressaltou que ainda é muito prematuro estimar os efeitos do conflito no mercado como um todo. 

  • “O custo de transporte do país subiu substancialmente. Essa é uma outra variável que tem que ser levada em consideração por compradores e vendedores de petróleo”, disse a jornalistas na terça-feira (3/3) pela manhã, no Rio de Janeiro. 
  • O executivo ressaltou, no entanto, que vê oportunidades para o Brasil e a América Latina atraírem os investimentos que serão redirecionados pela crise geopolítica, no longo prazo. 

O aumento no custo do transporte se soma à alta no preço do barril de petróleo e sinaliza inflação.

  • Na terça-feira (3/3), o Brent para maio subiu 4,7% (US$ 3,66), a US$ 81,40 o barril
  • Há muitas preocupações sobre a capacidade de manter a produção nos países envolvidos na guerra — que estão entre os maiores produtos do mundo. 
  • A imprensa internacional indicou que o Iraque pode ter que interromper a extração devido às dificuldades para escoamento com o bloqueio no Estreito de Ormuz. O país avalia medidas para lidar com a crise. 

O receio de inflação, inclusive, parece estar chegando aos Estados Unidos, que deflagaram a atual crise ao atacar o Irã, em operação conjunta com Israel no sábado (28/2). 

  • O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a Marinha estadunidense pode escoltar os navios tanques pelo Estreito de Ormuz. 
  • Ainda não há maior clareza sobre o plano, anunciado em coletiva de imprensa. 

Há, ainda, os impactos sobre os preços do gás natural, com uma disparada dos preços na Europa. Nesse caso, para entender melhor o cenário, temos um convite: 

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