Barril de petróleo tem variação de mais de US$ 30 em dia caótico para mercado global 

Guerra no Oriente Médio pressiona preços e gasolina chega a R$ 6,99 em Salvador
10/03/2026
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O prolongamento do conflito no Oriente Médio e a ausência de um sinal de reabertura dos fluxos comerciais de petróleo na região levaram o preço do barril a variar de US$ 84 a US$ 120 ao longo de segunda-feira (9/3)

  • Os preços estão no maior patamar desde 2022, quando teve início um outro conflito que se arrasta há anos, a guerra na Ucrânia. 
  • Na prática, a cotação praticamente dobrou em relação ao início do ano, quando o barril estava na casa dos US$ 60
  • As ações das petroleiras brasileiras reagiram e acompanharam a alta (Valor Econômico)
  • Novamente, o choque internacional nos combustíveis ocorre num ano eleitoral no Brasil e os combustíveis tendem a ser um item de peso no pleito. 

Ao longo da segunda (9), a cotação teve um alívio e o Brent encerrou o dia cotado a US$ 98,96 o barril na negociação para maio. 

  • Os preços cederam depois da sinalização de uma possível liberação de estoques por países do G7.
  • Ao todo, a Agência Internacional de Energia (IEA) estima que os membros da agência têm mais de 1,2 bilhão de barris de reservas públicas de emergência, que poderiam ser usados para aliviar o mercado. 
  • Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também disse que a guerra terminará “muito em breve”. (G1)

Os desdobramentos futuros dependem muito da abertura do Estreito de Ormuz

  • A Rystad Energy calcula que se a atual situação persistir por quatro meses, os preços do barril chegarão a US$ 135.  

Analistas apontam que não há um fator novo que justifique a recente alta, mas sim a consolidação das expectativas no mercado de que os efeitos gerados pelo fechamento de Ormuz vão durar mais que o esperado, depois de uma semana do início do conflito. 

Segundo a analista da StoneX, Isabela Garcia, o desvio de rotas e o uso de estoques podem amenizar a pressão no curto prazo, mas não resolvem o problema de forma estrutural

Enquanto isso, os reiterados ataques à infraestrutura na região também indicam que a recuperação após o conflito será mais demorada. 

Não são apenas os analistas que estão sentindo a realidade da guerra se impor: no Brasil, o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, reconheceu que o preço dos combustíveis “está subindo muito e deve subir em todos os países do mundo”.

Mas, por enquanto, a Petrobras está evitando repassar os aumentos, sem reajustes no diesel e na gasolina desde o início do conflito.

  • A demora, no entanto, gera transtornos na cadeia de comercialização.
  • As defasagens nos preços da estatal em relação ao mercado internacional atingiram o maior patamar em anos, com uma diferença de 85% no diesel, que tem espaço para uma alta de R$ 2,74 no litro, segundo a Abicom
  • Na gasolina, a diferença é de 49%, com espaço para reajuste de R$ 1,22 no preço do litro.

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