Feito no Brasil: produção nacional ganha peso na onda dos carros elétricos

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EIXOS

O mês de fevereiro marcou a primeira vez que um carro 100% elétrico ficou no topo das nas vendas de veículos no Brasil, com 4,1 mil unidades do Dolphin Mini, da BYD, emplacadas. (CNN)
 
O carro montado pela fabricante chinesa em Camaçari, na Bahia, superou marcas movidas a gasolina e etanol no varejo, indicando um novo ciclo para a tecnologia no país.
 
Dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) mostram que o ano de 2026 começou em ritmo acelerado para a eletromobilidade. 
 
Foram mais de 28,1 mil híbridos e elétricos emplacados em fevereiro, representando 15,9% do total, ante 9,3% no mesmo período de 2025.
 
Os híbridos (11,3 mil) seguem liderando a preferência dos consumidores. Enquanto os 100% a bateria e os híbridos plug-in responderam por 8,7 mil e 8,1 mil unidades vendidas, respectivamente. 
 
O percentual de “feito no Brasil” também está em uma curva ascendente. 
 
Segundo a associação, 43% dos eletrificados emplacados em fevereiro foram produzidos no país, o melhor resultado da série histórica.
 
“Nossa expectativa é que, ao longo do ano, nós continuemos tendo recorde de produção nacional dessas novas tecnologias”, disse a jornalistas, na sexta (6/3), o presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet.
 
“O que temos visto acontecer é que, ao longo do ano passado, esse número foi subindo. Ficamos alguns meses com 25%, no finalzinho do ano chegamos a 35% e, agora, chegamos a 43%”, comentou.
 
Segundo o executivo, a chegada de novos modelos e início da produção de montadoras que estão se instalando no Brasil — a exemplo das chinesas — devem fazer com que esse número cresça consistentemente ao longo de 2026.diálogos da transiçãoElétricos cobram espaço na transição brasileira



Controle de importação

O aumento das vendas de eletrificados produzidos no Brasil ocorre em meio à antecipação em um ano e meio do cronograma de elevação tarifária para veículos elétricos e híbridos importados.
 
Atendendo, em parte, a uma pressão da Anfavea, o Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) decidiu, em julho de 2025, antecipar para janeiro de 2027, a cobrança da alíquota de 35% sobre importação veículos híbridos ou elétricos desmontados. 
 
A previsão anterior era julho de 2028 e o pedido da Anfavea era antecipar para 2026, protagonizando uma disputa com montadoras chinesas.
 
Já os veículos prontos seguem com a previsão de retomar a alíquota máxima de 35% em julho de 2026.Mobilidade verdeGM começa a fabricar carro 100% elétrico no Ceará

Carro sustentável

No geral, fevereiro teve a segunda melhor média de emplacamentos dos últimos 10 anos para o mês, com 10,3 mil unidades vendidas por dia. 
 
Esse número inclui todos os modelos: gasolina, etanol, flex, híbridos e 100% elétricos, mas entre as influências para o saldo positivo está o carro sustentável.
 
Lançado em julho, como parte das regras para acesso aos descontos no imposto sobre produtos industrializados previstos no Mobilidade Verde (Mover), o programa garante isenção para os carros populares de baixa emissão.
 
Pelo texto, carros com emissão inferior a 83g de CO2 por quilômetro — considerando o ciclo poço à roda —, compostos por mais de 80% de materiais recicláveis e montados no país (com etapas como soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem no país) têm IPI zerado.
 
De acordo com a Anfavea, desde o lançamento da política, as vendas desses modelos saltaram 24,3% no acumulado de julho de 2025 a fevereiro de 2026, em comparação com igual período do ano anterior. Foram 317 mil emplacamentos no total.

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