Para entidade, ações como a operação Crédito Oculto, desdobramento da Carbono Oculto, ajudam a identificar fluxos financeiros com o objetivo de desmantelar ações estruturadas do crime organizado
Valor Econômico
O presidente do Instituto Combustível Legal (ICL), Emerson Kapaz, afirmou que “o enfrentamento ao crime no setor de combustíveis precisa alcançar não apenas a ponta da atividade ilegal, mas também quem estrutura, financia e dá aparência de legalidade a esses recursos” e, por isso, defende a necessidade de avançar sobre os mecanismos financeiros e societários que podem dar sustentação a essas organizações.
“Operações como a são muito importantes para continuar aprofundando as conexões que ainda existem entre estruturas do crime organizado e a economia formal. É fundamental avançar sobre os mecanismos financeiros e societários que podem dar sustentação a essas organizações, porque o enfrentamento ao crime no setor de combustíveis precisa alcançar não apenas a ponta da atividade ilegal, mas também quem estrutura, financia e dá aparência de legalidade a esses recursos”, disse Kapaz, conforme nota divulgada pelo instituto.
Nesta quinta-feira (24), a Receita Federal, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo, a Polícia Militar e a Polícia Civil deflagraram a Operação Crédito Oculto, um desdobramento da Operação Carbono Oculto que investiga esquema de fraudes e de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.
Para o instituto, ações integradas como a da operação desta quinta-feira são fundamentais para proteger a concorrência, a arrecadação e a integridade do mercado de combustíveis, além de promover a integração das operações para acompanhar os fluxos financeiros que são essenciais para desmantelar ações estruturadas do crime organizado.
O instituto ainda reforça que o aprofundamento das investigações, com respeito ao devido processo legal e à apuração individualizada das responsabilidades, é decisivo para impedir que recursos de origem ilícita sejam incorporados à economia formal e utilizados para distorcer a concorrência. Na avaliação da entidade, a integração entre órgãos de investigação, fiscalização e inteligência financeira é um dos caminhos mais eficazes para desarticular estruturas criminosas complexas e fortalecer um ambiente de negócios mais seguro, transparente e competitivo no setor de combustíveis.