Acordo Mercosul-UE abre oportunidades de colaboração em petróleo, minerais críticos e bioeconomia

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Bens produzidos com energia limpa e critérios de sustentabilidade terão acesso mais fácil ao bloco europeu

Parceria Mercosul-UE cria expectativa de colaboração no mercado de energia brasileiro. 
 
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Energia elétrica foi maior peso da inflação em 2025, segundo IBGE. 

aprovação pelo Conselho Europeu do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia na sexta (9/1) abre novas perspectivas de colaboração entre os blocos no setor de energia. Para o Brasil, há expectativa de impactos sobretudo nos segmentos de petróleo, minerais críticos, bioprodutos e etanol

  • A formalização da parceria ainda depende do aval do Parlamento Europeu
  • A expectativa é que a assinatura do acordo final ocorra no sábado (17/1)
  • A negociação levou mais de 25 anos e envolve cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) de mais de US$ 22 trilhões.

petróleo é um dos principais itens da pauta de exportação do Brasil para a União Europeia. 

Indiretamente, o acordo também pode impactar o mercado de gás natural no Brasil, ao abrir novas perspectivas para a indústria química brasileira — grande consumidora de gás. 

Há, ainda, uma grande expectativa — sobretudo do lado europeu — de colaboração no segmento de minerais críticos, cruciais para a transição energética. 

  • A União Europeia já tem acordos nesse segmento com Chile e Argentina
  • Chile, Argentina e Bolívia detêm 65% das reservas mundiais de lítio, minério considerado essencial para a fabricação de baterias de veículos elétricos.
  • Brasil também é considerado um fornecedor estratégico — com a maior reserva mundial de nióbio, a segunda maior de grafite e terras raras, e a terceira de níquel.
  • Vale a leitura: Europa vê urgência em acordo com Mercosul para fornecimento de minerais críticos

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o acordo também  prevê a elaboração de uma lista de produtos da bioeconomia que receberão tratamento mais favorável no mercado europeu. 

  • O acesso ao mercado europeu também será facilitado para outros bens produzidos segundo critérios de sustentabilidade, como o uso de energia limpa.  

Um dos principais pontos de discordância para o avanço do acordo, o agronegócio brasileiro também deve ser favorecido. Entretanto, foram estabelecidas cotas, que podem limitar as negociações. 

  • No caso do etanol, a cota de importação pela Europa prevê até 570,3 milhões de litros isentos para uso na indústria química e 200 mil toneladas com redução tarifária de um terço para outros usos, como combustível. 
  • Mesmo assim, a assinatura empolgou o mercado, que reagiu com a alta nas ações, na sexta, das empresas produzem etanol no Brasil (Globo Rural)

O avanço no acordo entre os blocos europeu e sulamericano também é visto como uma sinalização a favor do comércio internacional, do multilateralismo e da independência das regiões em relação aos Estados Unidos, logo após a invasão da Venezuela.

  • Para contexto: a Venezuela está suspensa do Mercosul desde janeiro de 2024

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