EIXOS
Em meio às discussões que ganham os holofotes esta semana na COP30, em Belém (PA), sobre a transição para longe dos combustíveis fósseis, no curto prazo a demanda segue robusta. E, nesse contexto, a América do Sul vai ser crucial para entregar petróleo e gás a preços competitivos para atender ao consumo global, segundo a Rystad Energy.
Brasil, Guiana, Suriname e Argentina vão ser responsáveis pelas maiores expansões no suprimento de petróleo e gás natural fora da Opep pelo menos até 2030.
E vem o alerta: caso não ocorram novas descobertas, na próxima década o mercado corre o risco de ver a demanda superar o crescimento da produção e de viver um cenário de inflação global, ambiente fértil para a ampliação da pobreza energética.
É neste contexto que nasce a mensagem que o governo brasileiro quer levar à COP: o presidente Lula (PT) defendeu na sexta (6), durante o discurso de abertura da Cúpula de Líderes, que parte dos lucros do setor de petróleo devem ser direcionados para a transição energética.
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Vale lembrar que a América do Sul tem sido bem sucedida em atrair os recursos da indústria: em 2024, o investimento em exploração e produção na região atingiu US$ 46 bilhões, maior nível desde 2015.