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Fonte: Valor Econômico

A ideia do governo de estimular o uso do gás em caminhões esbarra num problema: não há, hoje, no país, produção de motores a gás para caminhões. À primeira vista, essa seria uma questão fácil de resolver com a importação. Mas a cadeia que envolve a produção e o uso dos veículos de carga é condicionada a uma série de fatores e funciona como um quebra-cabeças. Qualquer peça fora do lugar muda o cenário e resulta em impacto no custo do transporte. A proposta foi feita pelo ministro da Infraestrutura, Bento Albuquerque, em entrevista à “Folha de S.Paulo”.
As montadoras têm capacidade de produzir caminhões movidos a gás (GNV) porque já utilizam essa tecnologia em outros países. Mas, no Brasil, uma série de obstáculos dificulta a troca do diesel pelo gás. Para começar, se tivessem que começar a produzir veículos movidos a gás hoje no país as seis principais montadoras de caminhões com fábricas no país, todas de origem europeia, teriam que trazer o componente daquele continente. Se não houver nenhum incentivo fiscal, essa importação acrescentará ao custo 18% de imposto.
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